Frente Parlamentar da Apicultura e Meliponicultura se reúne para debater questões relacionadas à pulverização na cidade
A Frente Parlamentar em Defesa da Apicultura e Meliponicultura da Câmara de Vereadores de Blumenau se reuniu, na manhã desta quinta-feira (10), com representantes do setor de prevenção e combate à dengue da Secretaria municipal de Promoção da Saúde, representante da Associação dos Meliponicultores de Blumenau, e uma bióloga da FURB, na Sala de Reuniões anexa ao Plenário. O vereador Adriano Pereira (PT) é o presidente da frente, o vereador Marcos da Rosa (UB) é o vice-presidente e a relatoria fica a cargo do vereador Maurício Goll (PSDB).
A reunião serviu para debater assuntos relacionados ao fumacê, que é a pulverização manual com Ultra Baixo Volume (UBV), para aplicação de inseticida utilizado para matar o mosquito Aedes aegypti. O objetivo de seu uso é promover a rápida interrupção da transmissão da dengue quando a doença atinge níveis epidêmicos. O uso do fumacê tem eficácia limitada, pois ele mata apenas mosquitos já adultos, não impedindo que novos insetos aparecem após a aplicação do inseticida. Na última reunião realizada em agosto, os criadores de abelhas sem ferrão e outros representantes demonstraram preocupação com essa estratégia utilizada, já que isso tem sido prejudicial para as abelhas, pois pode matá-las. A reunião desta quinta serviu para ouvir sobre o trabalho realizado pelo município no combate às endemias e dos produtores para que se chegue a um denominador comum de preservação das abelhas, de saúde pública e de combate à dengue.
A Coordenadora do Programa de Prevenção e Combate à Dengue do município, Eleandra Casani, explicou como é realizado o trabalho em Blumenau, dizendo que em 2022 o município foi considerado infestado com 22 bairros nessa situação. Ela contou como aconteceu a primeira contaminação e o primeiro caso autóctone e o trabalho que a cidade está fazendo desde do começo do ano. Apontou que desde 2019, antes da pandemia, foram realizadas mais de 400 palestras na rede Municipal de Ensino e disse que atualmente são realizadas diversas ações de conscientização, mas que infelizmente não se consegue abranger toda a parcela da população. Ela enfatizou que é necessário que os cidadãos se conscientizem e ajudem nesse combate.
Apontou que a pulverização é a última medida adotada pela Secretaria e que precisa ser obedecida essa determinação de lei que vem através da DIVE - Diretoria de Vigilância Epidemiológica e do Ministério da Saúde. Apontou que o produto fica pelo ar cerca de 40 minutos e, que segundo dados do Ministério da Saúde, mata 3 a cada 10 mosquitos. Informou que hoje Blumenau contabiliza 10505 casos confirmados com sete óbitos. Ela explicou que a cada dois meses o agente de endemias passa nas residências em bairros considerados infestados para fazer a visita, orientação, a eliminação mecânica, faz a intimação e o último passo é a pulverização. Hoje a cidade conta com cerca de 140 agentes de endemias. Também falou do trabalho constante que é feito de monitoramento e de colocação de armadilhas em locais não infestados para a prevenção e eliminação de reservatórios. Ela informou ainda que é feito um trabalho de conscientização nos meios de comunicação, em empresas e foram distribuídos mais de 40 mil folders. Apontou que o Governo Federal repassa ao município uma verba para pagamento de 17 agentes de endemias e a prefeitura tem que dar contrapartida de todos os demais profissionais que estão atuando no município.
A coordenadora relatou que existe um grupo de trabalho que se reúne constantemente formado por 14 órgãos e diversas secretarias que realizam reuniões para definir ações em muitos locais. Ela apontou que seria interessante a participação de representantes deste grupo nessas reuniões. Por fim, ela enfatizou que o desejo do programa de combate à dengue é de que não precisasse a realização da pulverização, reconheceu que a medida não é totalmente eficaz, mas que o município precisa obedecer a legislação do Ministério da Saúde e da Dive e aplicar em locais considerados infestados. Por fim solicitou o apoio da população em geral para que façam a sua parte para evitar a proliferação do Aedes aegypti.
Os representantes da associação dos Meliponicultores, da FURB e os vereadores relataram a preocupação com a matança das abelhas e outros insetos, além disso, demonstraram preocupação com as pessoas que transitam nos horários em que o produto químico é aplicado, que acaba sendo prejudicial à saúde desses transeuntes. Também relataram o prejuízo financeiro aos produtores que perdem suas abelhas. Lamentaram que em algumas vezes aconteceu a pulverização em bairros da cidade e que os moradores, produtores e criadores de abelhas foram avisados tarde demais e que não puderam evitar que sua criação de abelhas fosse morta, citando um caso que aconteceu na região da Velha. Na visão deles, a pulverização não é eficaz e a Secretaria precisa adotar ações de conscientização da população mais enfáticas e eficazes, como visitas nos centros de saúde, nas associações de moradores, nas escolas e nos centros de educação infantil.
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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Ingrid Leonel | Imprensa CMB
Frente Parlamentar da Apicultura e Meliponicultura se reúne para debater questões relacionadas à pulverização na cidade
A Frente Parlamentar em Defesa da Apicultura e Meliponicultura da Câmara de Vereadores de Blumenau se reuniu, na manhã desta quinta-feira (10), com representantes do setor de prevenção e combate à dengue da Secretaria municipal de Promoção da Saúde, representante da Associação dos Meliponicultores de Blumenau, e uma bióloga da FURB, na Sala de Reuniões anexa ao Plenário. O vereador Adriano Pereira (PT) é o presidente da frente, o vereador Marcos da Rosa (UB) é o vice-presidente e a relatoria fica a cargo do vereador Maurício Goll (PSDB).
A reunião serviu para debater assuntos relacionados ao fumacê, que é a pulverização manual com Ultra Baixo Volume (UBV), para aplicação de inseticida utilizado para matar o mosquito Aedes aegypti. O objetivo de seu uso é promover a rápida interrupção da transmissão da dengue quando a doença atinge níveis epidêmicos. O uso do fumacê tem eficácia limitada, pois ele mata apenas mosquitos já adultos, não impedindo que novos insetos aparecem após a aplicação do inseticida. Na última reunião realizada em agosto, os criadores de abelhas sem ferrão e outros representantes demonstraram preocupação com essa estratégia utilizada, já que isso tem sido prejudicial para as abelhas, pois pode matá-las. A reunião desta quinta serviu para ouvir sobre o trabalho realizado pelo município no combate às endemias e dos produtores para que se chegue a um denominador comum de preservação das abelhas, de saúde pública e de combate à dengue.
A Coordenadora do Programa de Prevenção e Combate à Dengue do município, Eleandra Casani, explicou como é realizado o trabalho em Blumenau, dizendo que em 2022 o município foi considerado infestado com 22 bairros nessa situação. Ela contou como aconteceu a primeira contaminação e o primeiro caso autóctone e o trabalho que a cidade está fazendo desde do começo do ano. Apontou que desde 2019, antes da pandemia, foram realizadas mais de 400 palestras na rede Municipal de Ensino e disse que atualmente são realizadas diversas ações de conscientização, mas que infelizmente não se consegue abranger toda a parcela da população. Ela enfatizou que é necessário que os cidadãos se conscientizem e ajudem nesse combate.
Apontou que a pulverização é a última medida adotada pela Secretaria e que precisa ser obedecida essa determinação de lei que vem através da DIVE - Diretoria de Vigilância Epidemiológica e do Ministério da Saúde. Apontou que o produto fica pelo ar cerca de 40 minutos e, que segundo dados do Ministério da Saúde, mata 3 a cada 10 mosquitos. Informou que hoje Blumenau contabiliza 10505 casos confirmados com sete óbitos. Ela explicou que a cada dois meses o agente de endemias passa nas residências em bairros considerados infestados para fazer a visita, orientação, a eliminação mecânica, faz a intimação e o último passo é a pulverização. Hoje a cidade conta com cerca de 140 agentes de endemias. Também falou do trabalho constante que é feito de monitoramento e de colocação de armadilhas em locais não infestados para a prevenção e eliminação de reservatórios. Ela informou ainda que é feito um trabalho de conscientização nos meios de comunicação, em empresas e foram distribuídos mais de 40 mil folders. Apontou que o Governo Federal repassa ao município uma verba para pagamento de 17 agentes de endemias e a prefeitura tem que dar contrapartida de todos os demais profissionais que estão atuando no município.
A coordenadora relatou que existe um grupo de trabalho que se reúne constantemente formado por 14 órgãos e diversas secretarias que realizam reuniões para definir ações em muitos locais. Ela apontou que seria interessante a participação de representantes deste grupo nessas reuniões. Por fim, ela enfatizou que o desejo do programa de combate à dengue é de que não precisasse a realização da pulverização, reconheceu que a medida não é totalmente eficaz, mas que o município precisa obedecer a legislação do Ministério da Saúde e da Dive e aplicar em locais considerados infestados. Por fim solicitou o apoio da população em geral para que façam a sua parte para evitar a proliferação do Aedes aegypti.
Os representantes da associação dos Meliponicultores, da FURB e os vereadores relataram a preocupação com a matança das abelhas e outros insetos, além disso, demonstraram preocupação com as pessoas que transitam nos horários em que o produto químico é aplicado, que acaba sendo prejudicial à saúde desses transeuntes. Também relataram o prejuízo financeiro aos produtores que perdem suas abelhas. Lamentaram que em algumas vezes aconteceu a pulverização em bairros da cidade e que os moradores, produtores e criadores de abelhas foram avisados tarde demais e que não puderam evitar que sua criação de abelhas fosse morta, citando um caso que aconteceu na região da Velha. Na visão deles, a pulverização não é eficaz e a Secretaria precisa adotar ações de conscientização da população mais enfáticas e eficazes, como visitas nos centros de saúde, nas associações de moradores, nas escolas e nos centros de educação infantil.
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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Ingrid Leonel | Imprensa CMB
