Agir e BRK não apresentam planilha que embasa reajuste na tarifa de esgoto durante reunião da Comissão de Educação
A Comissão de Educação da Câmara de Blumenau, que também trata de temas relacionados à saúde pública, realizou nesta quinta-feira (22) uma reunião com representantes do Samae, da BRK Ambiental e da Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir) para discutir o reajuste de 15,9% na tarifa de esgoto. Estiveram presentes, além dos membros da comissão – Professor Gilson de Souza (União Brasil), Silmara Miguel (PSD) e Alexandre Matias (PSDB) –, os vereadores Diego Nasato (NOVO), Flávio Linhares – Flavinho (PL) e Jean Volpato (PT), que fizeram perguntas aos convidados.
Apesar
do amplo debate, os vereadores deixaram a reunião frustrados com a ausência de
informações técnicas detalhadas, especialmente em relação ao modelo
econômico-financeiro do contrato de concessão. O documento, que deveria conter
as planilhas de cálculo que justificam o reajuste e a prorrogação contratual
por mais 10 anos, não foi apresentado pelos convidados. O presidente da
comissão, vereador Professor Gilson, destacou que os parlamentares estavam
preparados com questionamentos técnicos, mas não obtiveram respostas à altura.
Ele afirmou que a comissão pretende convocar uma nova reunião, exigindo que os
representantes tragam os dados necessários para uma análise transparente do
fluxo econômico do contrato.
Discussão
Durante
a reunião, o gerente de Regulação Econômica da Agir, André Domingos Goetzinger,
explicou que o processo de revisão teve início em 2019 e levou em conta fatores
como o impacto da pandemia, alterações na legislação ambiental e dificuldades
operacionais. Mencionou ainda novas exigências estaduais e federais
relacionadas ao controle de fósforo e nitrogênio, que demandaram investimentos
não previstos originalmente. Segundo ele, a solução técnica de fossa-filtro foi
regulamentada em 2023 e adotada como estratégia para acelerar a universalização
do tratamento de esgoto até 2029, o que poderia impactar positivamente o Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade.
O
diretor de contratos da BRK, Cleber Renato da Silva, reforçou os argumentos
sobre o reequilíbrio contratual, mencionando que a revisão seguiu os trâmites
legais, incluindo análise da agência reguladora, consulta pública, publicação
em diário oficial e elaboração de aditivo contratual com a nova administração
municipal. Ele afirmou que todos os documentos, inclusive o modelo
econômico-financeiro, estão disponíveis para consulta pública no site da AGIR.
Já o
presidente do Samae, Alexandre de Vargas, destacou que o município, ao assinar
protocolo de intenções com a AGIR, se comprometeu a cumprir as determinações da
agência reguladora, sob risco de penalidades. Lembrou que a decisão final sobre
a revisão tarifária foi publicada em setembro de 2024, sem que o Samae
apresentasse recurso. Ao assumir o cargo em janeiro de 2025, ele e o prefeito
revisaram cláusulas contratuais para ampliar a margem de negociação futura e
assinaram o aditivo conforme determina a legislação. Apesar disso, solicitaram
ao Tribunal de Contas do Estado uma análise do processo e dos cálculos
envolvidos, resultando na abertura de um processo permanente de fiscalização.
Segundo Vargas, essa medida representa um marco de transparência na gestão
pública, que incluirá também a criação de uma diretoria específica para o
esgotamento sanitário.
Após a explicação de cada um dos representantes, os vereadores da comissão e aqueles que acompanhavam a reunião tiveram a oportunidade de fazer questionamentos aos envolvidos. Clique aqui para conferir as perguntas e respostas na íntegra.
Agir e BRK não apresentam planilha que embasa reajuste na tarifa de esgoto durante reunião da Comissão de Educação
A Comissão de Educação da Câmara de Blumenau, que também trata de temas relacionados à saúde pública, realizou nesta quinta-feira (22) uma reunião com representantes do Samae, da BRK Ambiental e da Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir) para discutir o reajuste de 15,9% na tarifa de esgoto. Estiveram presentes, além dos membros da comissão – Professor Gilson de Souza (União Brasil), Silmara Miguel (PSD) e Alexandre Matias (PSDB) –, os vereadores Diego Nasato (NOVO), Flávio Linhares – Flavinho (PL) e Jean Volpato (PT), que fizeram perguntas aos convidados.
Apesar
do amplo debate, os vereadores deixaram a reunião frustrados com a ausência de
informações técnicas detalhadas, especialmente em relação ao modelo
econômico-financeiro do contrato de concessão. O documento, que deveria conter
as planilhas de cálculo que justificam o reajuste e a prorrogação contratual
por mais 10 anos, não foi apresentado pelos convidados. O presidente da
comissão, vereador Professor Gilson, destacou que os parlamentares estavam
preparados com questionamentos técnicos, mas não obtiveram respostas à altura.
Ele afirmou que a comissão pretende convocar uma nova reunião, exigindo que os
representantes tragam os dados necessários para uma análise transparente do
fluxo econômico do contrato.
Discussão
Durante
a reunião, o gerente de Regulação Econômica da Agir, André Domingos Goetzinger,
explicou que o processo de revisão teve início em 2019 e levou em conta fatores
como o impacto da pandemia, alterações na legislação ambiental e dificuldades
operacionais. Mencionou ainda novas exigências estaduais e federais
relacionadas ao controle de fósforo e nitrogênio, que demandaram investimentos
não previstos originalmente. Segundo ele, a solução técnica de fossa-filtro foi
regulamentada em 2023 e adotada como estratégia para acelerar a universalização
do tratamento de esgoto até 2029, o que poderia impactar positivamente o Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade.
O
diretor de contratos da BRK, Cleber Renato da Silva, reforçou os argumentos
sobre o reequilíbrio contratual, mencionando que a revisão seguiu os trâmites
legais, incluindo análise da agência reguladora, consulta pública, publicação
em diário oficial e elaboração de aditivo contratual com a nova administração
municipal. Ele afirmou que todos os documentos, inclusive o modelo
econômico-financeiro, estão disponíveis para consulta pública no site da AGIR.
Já o
presidente do Samae, Alexandre de Vargas, destacou que o município, ao assinar
protocolo de intenções com a AGIR, se comprometeu a cumprir as determinações da
agência reguladora, sob risco de penalidades. Lembrou que a decisão final sobre
a revisão tarifária foi publicada em setembro de 2024, sem que o Samae
apresentasse recurso. Ao assumir o cargo em janeiro de 2025, ele e o prefeito
revisaram cláusulas contratuais para ampliar a margem de negociação futura e
assinaram o aditivo conforme determina a legislação. Apesar disso, solicitaram
ao Tribunal de Contas do Estado uma análise do processo e dos cálculos
envolvidos, resultando na abertura de um processo permanente de fiscalização.
Segundo Vargas, essa medida representa um marco de transparência na gestão
pública, que incluirá também a criação de uma diretoria específica para o
esgotamento sanitário.
Após a explicação de cada um dos representantes, os vereadores da comissão e aqueles que acompanhavam a reunião tiveram a oportunidade de fazer questionamentos aos envolvidos. Clique aqui para conferir as perguntas e respostas na íntegra.
