Câmara aprova em segundo turno o orçamento de Blumenau para 2026
A Câmara de Vereadores de Blumenau aprovou em
sessão de pauta exclusiva, na tarde desta quinta-feira (4), o Projeto de Lei 9288/2025, que prevê quanto o município deve
arrecadar e gastar em 2026. O orçamento estimado chega a R$ 4,48 bilhões, valor
que será destinado a serviços públicos, investimentos e manutenção da máquina
municipal.
Desse total, R$ 4,02 bilhões correspondem ao
Orçamento Fiscal e R$ 460,8 milhões ao Orçamento da Seguridade Social, que
envolve áreas como saúde, assistência social e previdência. Segundo o
Executivo, a proposta foi construída com base nas normas legais e contou com
audiência pública virtual, permitindo que a população acompanhasse e
participasse do debate sobre as prioridades para o ano que vem.
Agora, o texto ainda precisa ser aprovado em redação final na Câmara, antes de seguir para a sanção do prefeito.
Tribuna Livre
Na
Tribuna Livre, a Escola Básica Municipal Professor Oscar Unbehaun foi
representada pela diretora Mônica Beatriz Lunkmoss. Durante sua fala, ela destacou
que a escola precisa assumir o protagonismo na construção de um ambiente
baseado em igualdade, respeito e diálogo. Explicou que a instituição tem o
dever de desenvolver projetos que valorizem a diversidade e acolham os
estudantes em suas necessidades emocionais.
Segundo
a diretora, o aluno Kauã Ramos Capistrano trouxe à escola uma proposta
consistente e sensível, e por isso recebeu total apoio da gestão para
implementar o Projeto Mente em Equilíbrio. Mônica ressaltou que o projeto
aborda temas essenciais para a formação humana e para a convivência escolar —
como empatia, amizade, cultura da paz, inclusão, saúde emocional e prevenção ao
sofrimento psíquico.
Também
enfatizou que todas as atividades contam com acessibilidade, incluindo
intérprete de Libras. Para 2025, o projeto prevê um cronograma mensal com temas
como violências cotidianas, ansiedade, identidade, cultura, racismo, xenofobia,
dependência digital, dopamina, comunicação não violenta, diversidade e
pertencimento escolar, sempre com apoio pedagógico e participação direta dos
professores.
Na
sequência, o estudante Kauã Ramos Capistrano compartilhou sua experiência e
explicou a motivação por trás da criação do projeto. Ele agradeceu à direção,
coordenação, professores, equipe multiprofissional, familiares — especialmente
à mãe, que é professora na escola — e à Câmara Municipal pela oportunidade de
apresentar uma iniciativa que considera “séria, responsável e transformadora”.
Logo
em seguida, Eduardo Francisco Maran Bueno usou a Tribuna Livre em nome da Associação
Catarinense dos Organismos de Inspeção (ACOI) e aproveitou a oportunidade de
apresentar um diagnóstico detalhado sobre a fiscalização de trânsito em
Blumenau, com ênfase no impacto orçamentário e na circulação de veículos
irregulares. Ele explicou que, em parceria com o Conselho Estadual de Trânsito,
identificou um problema significativo: uma parcela expressiva das receitas que
poderiam ingressar nos cofres estadual e municipal está se perdendo devido à
baixa fiscalização.
Segundo
dados coletados por Bueno, Blumenau possui uma frota de aproximadamente 299 mil
veículos, dos quais quase um terço circula com licenciamento ou IPVA atrasados.
Para ele, esse índice por si só já justifica a adoção de medidas urgentes por
parte do poder público, pois a irregularidade documental não apenas compromete
a segurança viária, mas também gera perdas econômicas substanciais para o
município.
Eduardo
destacou que a falta de regularização tende a vir acompanhada de veículos sem
manutenção adequada, o que amplia riscos à população. Do ponto de vista
financeiro, apresentou estimativas indicando que Blumenau pode estar deixando
de arrecadar mais de R$ 32 milhões apenas em receitas relacionadas ao IPVA. Ele
acrescentou que a inadimplência também afeta o pagamento de multas, reduzindo o
potencial de arrecadação — hoje na ordem de aproximadamente R$ 1 milhão por
mês. Somados, esses fatores representam algo próximo a 1% de toda a receita
municipal, o que poderia financiar obras de mobilidade e manutenção urbana.
Para
reverter esse cenário, Bueno defendeu o fortalecimento da política municipal de
fiscalização e a adoção de tecnologias de leitura automática de placas (OCR),
que permitem integrar dados com o sistema do Detran e direcionar abordagens de
forma mais eficiente. Ele citou o exemplo de Joinville, que iniciou
recentemente a implantação dessa tecnologia e já obteve ganhos significativos
em arrecadação.
Por fim, reforçou que a discussão não se limita à receita, mas sobretudo à segurança viária, especialmente considerando a circulação de veículos abastecidos com gás natural veicular que não passam pela inspeção obrigatória. Eduardo sugeriu que o tema seja aprofundado em audiência pública, com participação do Cetran, para avançar em soluções estruturadas e modernas para o trânsito de Blumenau.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB
Câmara aprova em segundo turno o orçamento de Blumenau para 2026
A Câmara de Vereadores de Blumenau aprovou em
sessão de pauta exclusiva, na tarde desta quinta-feira (4), o Projeto de Lei 9288/2025, que prevê quanto o município deve
arrecadar e gastar em 2026. O orçamento estimado chega a R$ 4,48 bilhões, valor
que será destinado a serviços públicos, investimentos e manutenção da máquina
municipal.
Desse total, R$ 4,02 bilhões correspondem ao
Orçamento Fiscal e R$ 460,8 milhões ao Orçamento da Seguridade Social, que
envolve áreas como saúde, assistência social e previdência. Segundo o
Executivo, a proposta foi construída com base nas normas legais e contou com
audiência pública virtual, permitindo que a população acompanhasse e
participasse do debate sobre as prioridades para o ano que vem.
Agora, o texto ainda precisa ser aprovado em redação final na Câmara, antes de seguir para a sanção do prefeito.
Tribuna Livre
Na
Tribuna Livre, a Escola Básica Municipal Professor Oscar Unbehaun foi
representada pela diretora Mônica Beatriz Lunkmoss. Durante sua fala, ela destacou
que a escola precisa assumir o protagonismo na construção de um ambiente
baseado em igualdade, respeito e diálogo. Explicou que a instituição tem o
dever de desenvolver projetos que valorizem a diversidade e acolham os
estudantes em suas necessidades emocionais.
Segundo
a diretora, o aluno Kauã Ramos Capistrano trouxe à escola uma proposta
consistente e sensível, e por isso recebeu total apoio da gestão para
implementar o Projeto Mente em Equilíbrio. Mônica ressaltou que o projeto
aborda temas essenciais para a formação humana e para a convivência escolar —
como empatia, amizade, cultura da paz, inclusão, saúde emocional e prevenção ao
sofrimento psíquico.
Também
enfatizou que todas as atividades contam com acessibilidade, incluindo
intérprete de Libras. Para 2025, o projeto prevê um cronograma mensal com temas
como violências cotidianas, ansiedade, identidade, cultura, racismo, xenofobia,
dependência digital, dopamina, comunicação não violenta, diversidade e
pertencimento escolar, sempre com apoio pedagógico e participação direta dos
professores.
Na
sequência, o estudante Kauã Ramos Capistrano compartilhou sua experiência e
explicou a motivação por trás da criação do projeto. Ele agradeceu à direção,
coordenação, professores, equipe multiprofissional, familiares — especialmente
à mãe, que é professora na escola — e à Câmara Municipal pela oportunidade de
apresentar uma iniciativa que considera “séria, responsável e transformadora”.
Logo
em seguida, Eduardo Francisco Maran Bueno usou a Tribuna Livre em nome da Associação
Catarinense dos Organismos de Inspeção (ACOI) e aproveitou a oportunidade de
apresentar um diagnóstico detalhado sobre a fiscalização de trânsito em
Blumenau, com ênfase no impacto orçamentário e na circulação de veículos
irregulares. Ele explicou que, em parceria com o Conselho Estadual de Trânsito,
identificou um problema significativo: uma parcela expressiva das receitas que
poderiam ingressar nos cofres estadual e municipal está se perdendo devido à
baixa fiscalização.
Segundo
dados coletados por Bueno, Blumenau possui uma frota de aproximadamente 299 mil
veículos, dos quais quase um terço circula com licenciamento ou IPVA atrasados.
Para ele, esse índice por si só já justifica a adoção de medidas urgentes por
parte do poder público, pois a irregularidade documental não apenas compromete
a segurança viária, mas também gera perdas econômicas substanciais para o
município.
Eduardo
destacou que a falta de regularização tende a vir acompanhada de veículos sem
manutenção adequada, o que amplia riscos à população. Do ponto de vista
financeiro, apresentou estimativas indicando que Blumenau pode estar deixando
de arrecadar mais de R$ 32 milhões apenas em receitas relacionadas ao IPVA. Ele
acrescentou que a inadimplência também afeta o pagamento de multas, reduzindo o
potencial de arrecadação — hoje na ordem de aproximadamente R$ 1 milhão por
mês. Somados, esses fatores representam algo próximo a 1% de toda a receita
municipal, o que poderia financiar obras de mobilidade e manutenção urbana.
Para
reverter esse cenário, Bueno defendeu o fortalecimento da política municipal de
fiscalização e a adoção de tecnologias de leitura automática de placas (OCR),
que permitem integrar dados com o sistema do Detran e direcionar abordagens de
forma mais eficiente. Ele citou o exemplo de Joinville, que iniciou
recentemente a implantação dessa tecnologia e já obteve ganhos significativos
em arrecadação.
Por fim, reforçou que a discussão não se limita à receita, mas sobretudo à segurança viária, especialmente considerando a circulação de veículos abastecidos com gás natural veicular que não passam pela inspeção obrigatória. Eduardo sugeriu que o tema seja aprofundado em audiência pública, com participação do Cetran, para avançar em soluções estruturadas e modernas para o trânsito de Blumenau.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB

