Comissão Processante avança, responde questionamentos da defesa e amplia prazo para nova manifestação
A
Comissão Processante da Câmara de Blumenau deu mais um passo na condução dos
trabalhos que apuram possível quebra de decoro parlamentar do vereador afastado
Almir Vieira (PP). Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (13), o
colegiado deliberou por novos encaminhamentos relacionados à fase de instrução
do processo.
O grupo
decidiu restituir integralmente o prazo para a defesa, incluindo todos os questionamentos
levantados pela comissão após a notificação do denunciado, no dia 03 de março.
Com isso, o advogado, Diego Vinícius de Oliveira, terá mais 10 dias úteis para
apresentar a manifestação completa.
A
comissão também divulgou o parecer jurídico da Procuradoria da Câmara, que analisou
pontos registrados pela defesa e afastou irregularidades no andamento do
processo. O documento reforça a legalidade dos procedimentos adotados até o
momento e assegura o respeito ao contraditório e à ampla defesa.
Entre os
principais entendimentos, o documento afasta a alegação de ilegitimidade do
denunciante, destacando que, conforme o Decreto-Lei nº 201/1967 e entendimento
consolidado do Supremo Tribunal Federal, qualquer eleitor possui legitimidade
para oferecer denúncia em casos dessa natureza .
O parecer
também rejeita a tese de impedimento de vereadores que eventualmente tenham se
manifestado sobre o caso, apontando que manifestações públicas ou concordâncias
políticas não configuram, por si só, causa de impedimento legal sem a
comprovação objetiva de atuação direta na formalização da denúncia.
Outro
ponto enfrentado diz respeito à participação de suplente em eventual votação em
plenário. Nesse aspecto, a Procuradoria conclui que, uma vez regularmente
convocado para substituir o vereador afastado, o suplente pode exercer
plenamente as prerrogativas parlamentares, inclusive votar no julgamento final,
não havendo impedimento legal previsto para essa situação.
Sobre a
transparência dos atos, o parecer esclarece que as reuniões da comissão devem,
como regra, ser públicas, podendo haver transmissão, mas ressalta que essa
decisão depende de deliberação do próprio colegiado, não sendo uma exigência
legal obrigatória.
De forma
geral, o documento conclui que não há nulidades ou irregularidades capazes de
comprometer o processo, reforçando que os trabalhos seguem em conformidade com
os princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla
defesa.
Durante a
reunião, foi informado ainda que não houve retorno da Polícia quanto aos
documentos solicitados pela comissão. Ainda assim, o colegiado destacou que a
ausência dessas informações não prejudica o andamento dos trabalhos.
Composta pelos vereadores Egídio Beckhauser (Republicanos) como presidente, Jean Volpato (PT) como relator e Bruno Cunha (Cidadania) como membro, a Comissão Processante reafirmou o compromisso de conduzir o processo com rigor técnico, segurança jurídica e transparência.
A próxima
reunião está marcada para o dia 29 de abril, às 8h30, quando terão continuidade
os trabalhos da fase de instrução, que inclui coleta de provas, análise
documental e agendamento da oitiva de testemunhas.
Almir
Vieira está afastado do exercício do mandato desde 19 de fevereiro de 2026, por
decisão judicial, pelo prazo de 180 dias.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Rogério Pires | Imprensa CMB
Comissão Processante avança, responde questionamentos da defesa e amplia prazo para nova manifestação
A
Comissão Processante da Câmara de Blumenau deu mais um passo na condução dos
trabalhos que apuram possível quebra de decoro parlamentar do vereador afastado
Almir Vieira (PP). Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (13), o
colegiado deliberou por novos encaminhamentos relacionados à fase de instrução
do processo.
O grupo
decidiu restituir integralmente o prazo para a defesa, incluindo todos os questionamentos
levantados pela comissão após a notificação do denunciado, no dia 03 de março.
Com isso, o advogado, Diego Vinícius de Oliveira, terá mais 10 dias úteis para
apresentar a manifestação completa.
A
comissão também divulgou o parecer jurídico da Procuradoria da Câmara, que analisou
pontos registrados pela defesa e afastou irregularidades no andamento do
processo. O documento reforça a legalidade dos procedimentos adotados até o
momento e assegura o respeito ao contraditório e à ampla defesa.
Entre os
principais entendimentos, o documento afasta a alegação de ilegitimidade do
denunciante, destacando que, conforme o Decreto-Lei nº 201/1967 e entendimento
consolidado do Supremo Tribunal Federal, qualquer eleitor possui legitimidade
para oferecer denúncia em casos dessa natureza .
O parecer
também rejeita a tese de impedimento de vereadores que eventualmente tenham se
manifestado sobre o caso, apontando que manifestações públicas ou concordâncias
políticas não configuram, por si só, causa de impedimento legal sem a
comprovação objetiva de atuação direta na formalização da denúncia.
Outro
ponto enfrentado diz respeito à participação de suplente em eventual votação em
plenário. Nesse aspecto, a Procuradoria conclui que, uma vez regularmente
convocado para substituir o vereador afastado, o suplente pode exercer
plenamente as prerrogativas parlamentares, inclusive votar no julgamento final,
não havendo impedimento legal previsto para essa situação.
Sobre a
transparência dos atos, o parecer esclarece que as reuniões da comissão devem,
como regra, ser públicas, podendo haver transmissão, mas ressalta que essa
decisão depende de deliberação do próprio colegiado, não sendo uma exigência
legal obrigatória.
De forma
geral, o documento conclui que não há nulidades ou irregularidades capazes de
comprometer o processo, reforçando que os trabalhos seguem em conformidade com
os princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla
defesa.
Durante a
reunião, foi informado ainda que não houve retorno da Polícia quanto aos
documentos solicitados pela comissão. Ainda assim, o colegiado destacou que a
ausência dessas informações não prejudica o andamento dos trabalhos.
Composta pelos vereadores Egídio Beckhauser (Republicanos) como presidente, Jean Volpato (PT) como relator e Bruno Cunha (Cidadania) como membro, a Comissão Processante reafirmou o compromisso de conduzir o processo com rigor técnico, segurança jurídica e transparência.
A próxima
reunião está marcada para o dia 29 de abril, às 8h30, quando terão continuidade
os trabalhos da fase de instrução, que inclui coleta de provas, análise
documental e agendamento da oitiva de testemunhas.
Almir
Vieira está afastado do exercício do mandato desde 19 de fevereiro de 2026, por
decisão judicial, pelo prazo de 180 dias.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Rogério Pires | Imprensa CMB
