Capacitação reforça práticas de inclusão e acessibilidade na Câmara de Blumenau
A Câmara de Blumenau promoveu, na tarde desta quarta-feira (27), a palestra “Inclusão em Ação”, voltada a servidores, assessores e estagiários da Casa Legislativa. O encontro foi conduzido por integrantes da Secretaria Municipal de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Paradesporto (Seidep), que apresentaram informações sobre direitos, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência, além de orientações práticas para o convívio respeitoso e a promoção da autonomia.
Representando a secretária
Bruna Cristina Gomes de Araújo Daniel, a diretora de Políticas e Programas de
Acessibilidade e Inclusão, Mariza Ehalt Graciano,
destacou que a inclusão depende não apenas da legislação, mas também da
eliminação das barreiras presentes na sociedade. Ela explicou conceitos como o
modelo biopsicossocial da deficiência, que considera as limitações impostas
pelo ambiente e não apenas as características individuais, e ressaltou a
importância de que projetos, espaços e serviços sejam pensados com
acessibilidade universal desde a sua concepção.
Durante a palestra, a
fisioterapeuta Vivian Becker abordou o capacitismo, definido como o preconceito
que subestima a capacidade das pessoas em razão de uma deficiência. As
servidoras reforçaram que a chamada barreira atitudinal — relacionada a
comportamentos, julgamentos e falta de acolhimento — é apontada pelas próprias
pessoas com deficiência como o principal obstáculo à inclusão. Também foram
apresentadas orientações sobre o atendimento adequado a pessoas com deficiência
visual, auditiva, física e com transtorno do espectro autista (TEA).
Os participantes conheceram
recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas, como bengalas, cães-guia,
óculos com inteligência artificial e sistemas de comunicação alternativa. A
equipe da Seidep também divulgou o Blu Libras, serviço de interpretação em Libras
para atendimentos em órgãos públicos municipais, e destacou a importância de
garantir comunicação acessível para que pessoas surdas tenham pleno acesso à
informação e aos serviços públicos.
A estagiária da Procuradoria da
Câmara, Larissa Lembeck, que tem deficiência visual, aprovou a iniciativa de
promover o debate sobre inclusão no ambiente de trabalho. Segundo ela, além de
garantir suporte adequado às pessoas com deficiência, é fundamental envolver
também quem não possui deficiência nessas discussões. “As pessoas sem
deficiência têm que saber que a inclusão é necessária, que existe esse sistema
de inclusão e como as pessoas devem agir também, porque muitas vezes não sabem,
não têm informação”, destacou.
Ao encerrar o encontro, as representantes da secretaria reforçaram a necessidade de ampliar o debate sobre inclusão e acessibilidade nos espaços públicos e institucionais. A equipe colocou a Seidep à disposição dos gabinetes e setores da Câmara para orientar a elaboração de políticas públicas e ações voltadas à garantia dos direitos das pessoas com deficiência, defendendo que a inclusão deve ser construída por meio de informação, respeito e participação social.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB
Capacitação reforça práticas de inclusão e acessibilidade na Câmara de Blumenau
A Câmara de Blumenau promoveu, na tarde desta quarta-feira (27), a palestra “Inclusão em Ação”, voltada a servidores, assessores e estagiários da Casa Legislativa. O encontro foi conduzido por integrantes da Secretaria Municipal de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Paradesporto (Seidep), que apresentaram informações sobre direitos, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência, além de orientações práticas para o convívio respeitoso e a promoção da autonomia.
Representando a secretária
Bruna Cristina Gomes de Araújo Daniel, a diretora de Políticas e Programas de
Acessibilidade e Inclusão, Mariza Ehalt Graciano,
destacou que a inclusão depende não apenas da legislação, mas também da
eliminação das barreiras presentes na sociedade. Ela explicou conceitos como o
modelo biopsicossocial da deficiência, que considera as limitações impostas
pelo ambiente e não apenas as características individuais, e ressaltou a
importância de que projetos, espaços e serviços sejam pensados com
acessibilidade universal desde a sua concepção.
Durante a palestra, a
fisioterapeuta Vivian Becker abordou o capacitismo, definido como o preconceito
que subestima a capacidade das pessoas em razão de uma deficiência. As
servidoras reforçaram que a chamada barreira atitudinal — relacionada a
comportamentos, julgamentos e falta de acolhimento — é apontada pelas próprias
pessoas com deficiência como o principal obstáculo à inclusão. Também foram
apresentadas orientações sobre o atendimento adequado a pessoas com deficiência
visual, auditiva, física e com transtorno do espectro autista (TEA).
Os participantes conheceram
recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas, como bengalas, cães-guia,
óculos com inteligência artificial e sistemas de comunicação alternativa. A
equipe da Seidep também divulgou o Blu Libras, serviço de interpretação em Libras
para atendimentos em órgãos públicos municipais, e destacou a importância de
garantir comunicação acessível para que pessoas surdas tenham pleno acesso à
informação e aos serviços públicos.
A estagiária da Procuradoria da
Câmara, Larissa Lembeck, que tem deficiência visual, aprovou a iniciativa de
promover o debate sobre inclusão no ambiente de trabalho. Segundo ela, além de
garantir suporte adequado às pessoas com deficiência, é fundamental envolver
também quem não possui deficiência nessas discussões. “As pessoas sem
deficiência têm que saber que a inclusão é necessária, que existe esse sistema
de inclusão e como as pessoas devem agir também, porque muitas vezes não sabem,
não têm informação”, destacou.
Ao encerrar o encontro, as representantes da secretaria reforçaram a necessidade de ampliar o debate sobre inclusão e acessibilidade nos espaços públicos e institucionais. A equipe colocou a Seidep à disposição dos gabinetes e setores da Câmara para orientar a elaboração de políticas públicas e ações voltadas à garantia dos direitos das pessoas com deficiência, defendendo que a inclusão deve ser construída por meio de informação, respeito e participação social.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB
