Comissão de Segurança Escolar ouve órgãos públicos e aponta preocupações com novo modelo
A Comissão Legislativa Temporária Especial para discussão e proposição de medidas relacionadas à segurança nas escolas e Centros de Educação Infantil (CEIs) da Câmara de Blumenau realizou, na manhã desta quinta-feira (11), uma reunião com representantes de órgãos públicos e da comunidade escolar para discutir ações voltadas ao reforço da segurança nas unidades de ensino da cidade.
Estavam presentes a vereadora Cristiane Loureiro (Podemos)
como presidente, a vereadora Silmara Miguel (PSD) como vice-presidente, o
relator Professor Gilson de Souza (União Brasil) e o vereador Alexandre Matias
(PSDB), que é líder do governo na Câmara e membro da comissão. O vereador
Flávio Linhares (PL) - Flavinho estava presente como convidado. O vereador
Rodrigo Marchetti (PP) justificou sua ausência.
Além dos parlamentares,
participaram da reunião também os representantes da Polícia Militar, da Polícia
Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, das Secretarias Municipais de Trânsito e
Transportes, de Proteção e Defesa Civil, de Educação, da Coordenadoria Regional
de Educação, de escolas particulares e da ONG Vamos Salvar o Dia, entre outros
órgãos.
Os representantes dos
órgãos públicos e das forças de segurança fizeram explanações na tribuna sobre
questionamentos da comissão, dos vereadores e da comunidade escolar, inclusive
feitos durante audiência pública sobre o tema, e responderam a essas questões.
Os vereadores e comunidade escolar também demonstram preocupações com a
retirada da vigilância armada, a demora na implantação da tecnologia e as
fragilidades encontradas dentro das escolas do município.
10º Batalhão de
Polícia Militar de Santa Catarina
O comandante do 10º
Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Heintje Heerdt, destacou que a
segurança no ambiente escolar sempre foi uma preocupação permanente da
corporação, por fazer parte da missão de preservação da ordem pública.
Ressaltou que essa missão vai além do combate à criminalidade e da redução de
indicadores, envolvendo também a percepção de segurança da população. Segundo
ele, a Polícia Militar busca garantir que as pessoas se sintam seguras em seu
cotidiano, incluindo dentro das escolas.
O tenente-coronel
explicou que a Polícia Militar trabalha com as redes de proteção que buscam
incrementar esta percepção de segurança. Citou a rede de segurança escolar, que
anteriormente ao seu comando não existia, e foi criada para melhorar o fluxo da
Polícia Militar com a comunidade escolar. Apontou que foram feitas reuniões com
todas as redes escolares do município para explicar o processo. Apontou que foi
feito um grupo de um grupo de comunicação via WhatsApp para melhorar a
comunicação, além disso, ressaltou os alunos formados no Proerd, em que é uma
outra forma da Polícia Militar estar presente nas escolas.
O comandante ainda
trouxe dados sobre visitas preventivas/rondas escolares realizadas e alunos
formados no PROERD entre os anos de 2021 a 2026, além das ocorrências atendidas
em ambiente escolar neste mesmo período, apontando que neste ano essas
ocorrências nesses ambientes escolares subiram, inclusive diante dessa
facilidade de contato da Polícia Militar com o corpo escolar. Informou que são
ocorrências dos mais diversos gêneros, mas as principais ocorrências que acabam
acontecendo são furtos, ameaças e lesão corporal.
O comandante da Polícia
Militar destacou que a corporação tem incorporado a segurança escolar em seus
treinamentos e ações de capacitação. Segundo ele, cursos de especialização e
treinamentos da tropa vêm sendo realizados em ambientes escolares para que o
policial esteja ambientado com as características daquele local. O tenente
ainda explicou o protocolo do tempo de resposta da Polícia Militar diante das
ocorrências em escolas.
Diante da quebra de
contrato pela Prefeitura com a empresa responsável pela vigilância armada, o
tenente-coronel informou que a Polícia Militar vai intensificar as rondas
escolares a partir do dia 26 de junho, os policiais militares temporários vão
desempenhar suas atividades na segurança escolar e nas rondas escolares. Por
fim, será feita a integração das câmeras das escolas no COPOM da Polícia
Militar com a Central de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura de Blumenau,
através de um centro integrado de operações. Segundo ele, essa integração
tecnológica vai melhorar a capacidade de resposta da corporação.
Polícia Civil -
Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa - DPCAI
Blumenau
Durante a explanação, o
delegado Nelson Vidal, titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao
Adolescente e à Pessoa Idosa (DPCAI Blumenau), apresentou uma iniciativa
institucional de aplicativo móvel institucional para proteção escolar chamado
de ‘Escola Protegida Blumenau”, uma ferramenta inspirada no modelo do botão do
pânico, criada para fortalecer a comunicação entre as escolas e as forças de
segurança.
Segundo ele, o objetivo
é tornar as ocorrências registradas em uma linha do tempo rastreável, com
definição de responsáveis, prazos e retorno sobre as providências adotadas. O
delegado destacou que a iniciativa busca solucionar problemas como a
subnotificação de situações graves, a dificuldade das escolas em identificar
qual órgão deve ser acionado e a falta de devolutiva sobre os encaminhamentos realizados
após as denúncias.
Durante a sua
apresentação ele também respondeu algumas perguntas feitas anteriormente pela
comissão, como explicou como funciona o fluxo de investigação quando ocorrem
ameaças feitas por redes sociais ou aplicativos contra escolas. Além disso,
também explicou como é o trabalho preventivo da Polícia Civil de ameaças
envolvendo estudantes, citando as operações realizadas, como a operação escola
segura, onde se conversou com a comunidade escolar sobre a questão da violência
escolar, além do trabalho inteligência policial.
Defesa Civil de
Blumenau
O representante da
Defesa Civil, Roberto Bueno, frisou que todas as unidades escolares municipais
possuem planos, como o Plano Municipal de Contingência em Segurança Escolar e o
Plano Municipal de Contingência em evacuação de unidades escolares, além de
protocolos de evacuação e protocolos internos no município.
Esclareceu ainda que as
instituições de ensino não são responsáveis por elaborar o plano de segurança
da escola, mas sim por estruturar os protocolos internos com base no
planejamento municipal.
Ele ressaltou que o
Plano de Contingência em Segurança Escolar foi construído em conjunto com a
Defesa Civil por diversas instituições, como secretarias, forças de segurança e
demais órgãos municipais. Explicou que Blumenau optou por adotar um modelo
próprio de planejamento, diferente do Estado, com a criação de dois protocolos
distintos para situações de emergência. Segundo ele, a decisão foi tomada
porque, em casos comuns de risco, a orientação é evacuar a unidade escolar,
enquanto em situações de ataque ativo a recomendação é permanecer abrigado
dentro da escola.
Dessa forma, a comissão
responsável pelo plano de segurança entendeu que a separação dos protocolos
facilitaria os treinamentos e capacitações dos gestores e profissionais da
educação, evitando confusões na aplicação dos procedimentos adequados para cada
tipo de ocorrência.
O representante destacou
que o plano de evacuação das unidades escolares é uma medida consolidada no
município, estando em vigor há mais de uma década. Segundo ele, o protocolo é
aplicado em todas as escolas da rede municipal e conta com a realização de
simulados de evacuação pelo menos duas vezes ao ano.
Secretaria Municipal
de Educação
A secretária municipal
de Educação, Simone Probst, destacou o desafio relacionado à padronização do
controle de acesso nas unidades escolares. Segundo ela, embora algumas escolas
e CEIs já possuam mecanismos como controle facial e outros sistemas de acesso,
muitas dessas iniciativas foram implantadas individualmente ao longo dos anos.
A secretária informou que a Prefeitura pretende institucionalizar esse
controle, por meio de uma nova licitação, que incluirá soluções tecnológicas
para reforçar a segurança dos educandários, como nos acessos às escolas.
Explicou que o município
está elaborando uma nova licitação voltada ao fortalecimento da segurança
escolar por meio da tecnologia. Entre as medidas previstas estão a implantação
de catracas, reconhecimento facial e sistemas de controle de acesso mais
eficientes. Segundo ela, o projeto ainda está em fase de construção, mas já
existe o compromisso da administração municipal de ampliar os investimentos em
tecnologia para tornar a segurança das unidades escolares mais completa.
A secretária informou
que a Prefeitura já está trabalhando na contratação emergencial e na preparação
de uma nova licitação para o sistema de segurança escolar. Segundo ela, um
processo licitatório estruturado, transparente e voltado à escolha das melhores
soluções costuma levar cerca de seis meses para ser concluído. Dessa forma,
afirmou que a expectativa é de que o novo sistema de tecnologia esteja em
funcionamento no início do ano letivo de 2027, ressaltando, porém, que o
cronograma depende do cumprimento de todos os trâmites legais.
Ela também afirmou que, diante do
encerramento do contrato de vigilância, era necessário garantir a presença de
profissionais nas escolas para evitar que as unidades ficassem sem qualquer
tipo de controle, e, por isso, foi optado por este modelo emergencial de
contratação.
Sugeriu que a comissão realize
estudos sobre os modelos de vigilância adotados em outras localidades,
avaliando sobre a segurança armada e outros tipos de modelos, seus benefícios,
limitações e resultados, para que futuras decisões sejam fundamentadas em
critérios técnicos e científicos.
Preocupação da comunidade escolar e
dos vereadores com a segurança escolar
Diante das colocações os vereadores
fizeram questionamentos e demonstraram preocupação com este novo modelo.
O vereador Professor Gilson
demonstrou preocupação com a segurança das escolas durante o período de
transição para o novo modelo baseado em tecnologia. Relatou que em visitas nas
escolas vê e ouve as vulnerabilidades nas unidades escolares e que ainda não
foram solucionadas. Destacou que cada escola possui características próprias e,
por isso, necessita de um plano de segurança individualizado. Questionou quanto
tempo será necessário para a implantação efetiva das novas tecnologias e quais
garantias serão oferecidas às famílias até que o sistema esteja plenamente
funcionando.
O parlamentar afirmou que o debate
não deve se limitar à presença ou não de vigilantes armados, mas à necessidade
de profissionais capacitados e preparados para atuar na proteção das escolas
durante esse período até a implantação da tecnologia. Ele questionou qual a
garantia do município de que as escolas estarão seguras até que o aparato
tecnológico esteja implantado, apontando que é necessário para garantir a
segurança nas escolas.
A vereadora Silmara Miguel informou
que a Procuradoria da Criança e do Adolescente da Câmara encaminhará ao
gabinete do prefeito e à Secretaria Municipal de Educação uma série de
questionamentos, análises e recomendações relacionadas à segurança escolar.
Segundo ela, uma das principais preocupações levantadas pela comunidade é a
garantia de que não haverá redução da proteção nas escolas com a implantação do
novo modelo de segurança.
A parlamentar destacou que o período
após o encerramento do contrato atual, previsto para 26 de junho, gera dúvidas
entre pais e responsáveis, especialmente sobre quais medidas serão adotadas
para assegurar a proteção dos alunos. Também questionou como será monitorada a
efetividade do novo sistema. Silmara ressaltou que a Procuradoria elaborou 11
questionamentos e sete recomendações para que a Prefeitura esclareça os
próximos passos e garanta transparência no processo.
Encaminhamentos
A presidente Cristiane Loureiro
afirmou que a Comissão de Segurança Escolar pretende se reunir, amanhã, com o
prefeito para apresentar sugestões e buscar soluções relacionadas à transição
do modelo de segurança nas escolas. Segundo ela, a principal preocupação da
comunidade escolar é o período após o encerramento da vigilância armada, com a
colocação de porteiros, e antes da implantação completa das novas tecnologias
de monitoramento, o que tem gerado insegurança na comunidade escolar.
Cristiane destacou que a comissão
pretende discutir a possibilidade de ampliar os prazos estabelecidos pelo
município para essa transição, garantindo mais tempo para avaliar medidas e
oferecer respostas à população. Também ressaltou como avanço a integração da
Central de Operações da Prefeitura com a Polícia Militar, permitindo que as
imagens de monitoramento sejam compartilhadas entre os órgãos.
Por fim, informou que a comissão
iniciará visitas às escolas e aos CEIs para identificar vulnerabilidades, como
problemas estruturais e de acesso, contribuindo para o fortalecimento da
segurança nas unidades de ensino.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Rogério Pires| Imprensa CMB
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Estavam presentes a vereadora Cristiane Loureiro (Podemos)
como presidente, a vereadora Silmara Miguel (PSD) como vice-presidente, o
relator Professor Gilson de Souza (União Brasil) e o vereador Alexandre Matias
(PSDB), que é líder do governo na Câmara e membro da comissão. O vereador
Flávio Linhares (PL) - Flavinho estava presente como convidado. O vereador
Rodrigo Marchetti (PP) justificou sua ausência.
Além dos parlamentares,
participaram da reunião também os representantes da Polícia Militar, da Polícia
Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, das Secretarias Municipais de Trânsito e
Transportes, de Proteção e Defesa Civil, de Educação, da Coordenadoria Regional
de Educação, de escolas particulares e da ONG Vamos Salvar o Dia, entre outros
órgãos.
Os representantes dos
órgãos públicos e das forças de segurança fizeram explanações na tribuna sobre
questionamentos da comissão, dos vereadores e da comunidade escolar, inclusive
feitos durante audiência pública sobre o tema, e responderam a essas questões.
Os vereadores e comunidade escolar também demonstram preocupações com a
retirada da vigilância armada, a demora na implantação da tecnologia e as
fragilidades encontradas dentro das escolas do município.
10º Batalhão de
Polícia Militar de Santa Catarina
O comandante do 10º
Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Heintje Heerdt, destacou que a
segurança no ambiente escolar sempre foi uma preocupação permanente da
corporação, por fazer parte da missão de preservação da ordem pública.
Ressaltou que essa missão vai além do combate à criminalidade e da redução de
indicadores, envolvendo também a percepção de segurança da população. Segundo
ele, a Polícia Militar busca garantir que as pessoas se sintam seguras em seu
cotidiano, incluindo dentro das escolas.
O tenente-coronel
explicou que a Polícia Militar trabalha com as redes de proteção que buscam
incrementar esta percepção de segurança. Citou a rede de segurança escolar, que
anteriormente ao seu comando não existia, e foi criada para melhorar o fluxo da
Polícia Militar com a comunidade escolar. Apontou que foram feitas reuniões com
todas as redes escolares do município para explicar o processo. Apontou que foi
feito um grupo de um grupo de comunicação via WhatsApp para melhorar a
comunicação, além disso, ressaltou os alunos formados no Proerd, em que é uma
outra forma da Polícia Militar estar presente nas escolas.
O comandante ainda
trouxe dados sobre visitas preventivas/rondas escolares realizadas e alunos
formados no PROERD entre os anos de 2021 a 2026, além das ocorrências atendidas
em ambiente escolar neste mesmo período, apontando que neste ano essas
ocorrências nesses ambientes escolares subiram, inclusive diante dessa
facilidade de contato da Polícia Militar com o corpo escolar. Informou que são
ocorrências dos mais diversos gêneros, mas as principais ocorrências que acabam
acontecendo são furtos, ameaças e lesão corporal.
O comandante da Polícia
Militar destacou que a corporação tem incorporado a segurança escolar em seus
treinamentos e ações de capacitação. Segundo ele, cursos de especialização e
treinamentos da tropa vêm sendo realizados em ambientes escolares para que o
policial esteja ambientado com as características daquele local. O tenente
ainda explicou o protocolo do tempo de resposta da Polícia Militar diante das
ocorrências em escolas.
Diante da quebra de
contrato pela Prefeitura com a empresa responsável pela vigilância armada, o
tenente-coronel informou que a Polícia Militar vai intensificar as rondas
escolares a partir do dia 26 de junho, os policiais militares temporários vão
desempenhar suas atividades na segurança escolar e nas rondas escolares. Por
fim, será feita a integração das câmeras das escolas no COPOM da Polícia
Militar com a Central de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura de Blumenau,
através de um centro integrado de operações. Segundo ele, essa integração
tecnológica vai melhorar a capacidade de resposta da corporação.
Polícia Civil -
Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa - DPCAI
Blumenau
Durante a explanação, o
delegado Nelson Vidal, titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao
Adolescente e à Pessoa Idosa (DPCAI Blumenau), apresentou uma iniciativa
institucional de aplicativo móvel institucional para proteção escolar chamado
de ‘Escola Protegida Blumenau”, uma ferramenta inspirada no modelo do botão do
pânico, criada para fortalecer a comunicação entre as escolas e as forças de
segurança.
Segundo ele, o objetivo
é tornar as ocorrências registradas em uma linha do tempo rastreável, com
definição de responsáveis, prazos e retorno sobre as providências adotadas. O
delegado destacou que a iniciativa busca solucionar problemas como a
subnotificação de situações graves, a dificuldade das escolas em identificar
qual órgão deve ser acionado e a falta de devolutiva sobre os encaminhamentos realizados
após as denúncias.
Durante a sua
apresentação ele também respondeu algumas perguntas feitas anteriormente pela
comissão, como explicou como funciona o fluxo de investigação quando ocorrem
ameaças feitas por redes sociais ou aplicativos contra escolas. Além disso,
também explicou como é o trabalho preventivo da Polícia Civil de ameaças
envolvendo estudantes, citando as operações realizadas, como a operação escola
segura, onde se conversou com a comunidade escolar sobre a questão da violência
escolar, além do trabalho inteligência policial.
Defesa Civil de
Blumenau
O representante da
Defesa Civil, Roberto Bueno, frisou que todas as unidades escolares municipais
possuem planos, como o Plano Municipal de Contingência em Segurança Escolar e o
Plano Municipal de Contingência em evacuação de unidades escolares, além de
protocolos de evacuação e protocolos internos no município.
Esclareceu ainda que as
instituições de ensino não são responsáveis por elaborar o plano de segurança
da escola, mas sim por estruturar os protocolos internos com base no
planejamento municipal.
Ele ressaltou que o
Plano de Contingência em Segurança Escolar foi construído em conjunto com a
Defesa Civil por diversas instituições, como secretarias, forças de segurança e
demais órgãos municipais. Explicou que Blumenau optou por adotar um modelo
próprio de planejamento, diferente do Estado, com a criação de dois protocolos
distintos para situações de emergência. Segundo ele, a decisão foi tomada
porque, em casos comuns de risco, a orientação é evacuar a unidade escolar,
enquanto em situações de ataque ativo a recomendação é permanecer abrigado
dentro da escola.
Dessa forma, a comissão
responsável pelo plano de segurança entendeu que a separação dos protocolos
facilitaria os treinamentos e capacitações dos gestores e profissionais da
educação, evitando confusões na aplicação dos procedimentos adequados para cada
tipo de ocorrência.
O representante destacou
que o plano de evacuação das unidades escolares é uma medida consolidada no
município, estando em vigor há mais de uma década. Segundo ele, o protocolo é
aplicado em todas as escolas da rede municipal e conta com a realização de
simulados de evacuação pelo menos duas vezes ao ano.
Secretaria Municipal
de Educação
A secretária municipal
de Educação, Simone Probst, destacou o desafio relacionado à padronização do
controle de acesso nas unidades escolares. Segundo ela, embora algumas escolas
e CEIs já possuam mecanismos como controle facial e outros sistemas de acesso,
muitas dessas iniciativas foram implantadas individualmente ao longo dos anos.
A secretária informou que a Prefeitura pretende institucionalizar esse
controle, por meio de uma nova licitação, que incluirá soluções tecnológicas
para reforçar a segurança dos educandários, como nos acessos às escolas.
Explicou que o município
está elaborando uma nova licitação voltada ao fortalecimento da segurança
escolar por meio da tecnologia. Entre as medidas previstas estão a implantação
de catracas, reconhecimento facial e sistemas de controle de acesso mais
eficientes. Segundo ela, o projeto ainda está em fase de construção, mas já
existe o compromisso da administração municipal de ampliar os investimentos em
tecnologia para tornar a segurança das unidades escolares mais completa.
A secretária informou
que a Prefeitura já está trabalhando na contratação emergencial e na preparação
de uma nova licitação para o sistema de segurança escolar. Segundo ela, um
processo licitatório estruturado, transparente e voltado à escolha das melhores
soluções costuma levar cerca de seis meses para ser concluído. Dessa forma,
afirmou que a expectativa é de que o novo sistema de tecnologia esteja em
funcionamento no início do ano letivo de 2027, ressaltando, porém, que o
cronograma depende do cumprimento de todos os trâmites legais.
Ela também afirmou que, diante do
encerramento do contrato de vigilância, era necessário garantir a presença de
profissionais nas escolas para evitar que as unidades ficassem sem qualquer
tipo de controle, e, por isso, foi optado por este modelo emergencial de
contratação.
Sugeriu que a comissão realize
estudos sobre os modelos de vigilância adotados em outras localidades,
avaliando sobre a segurança armada e outros tipos de modelos, seus benefícios,
limitações e resultados, para que futuras decisões sejam fundamentadas em
critérios técnicos e científicos.
Preocupação da comunidade escolar e
dos vereadores com a segurança escolar
Diante das colocações os vereadores
fizeram questionamentos e demonstraram preocupação com este novo modelo.
O vereador Professor Gilson
demonstrou preocupação com a segurança das escolas durante o período de
transição para o novo modelo baseado em tecnologia. Relatou que em visitas nas
escolas vê e ouve as vulnerabilidades nas unidades escolares e que ainda não
foram solucionadas. Destacou que cada escola possui características próprias e,
por isso, necessita de um plano de segurança individualizado. Questionou quanto
tempo será necessário para a implantação efetiva das novas tecnologias e quais
garantias serão oferecidas às famílias até que o sistema esteja plenamente
funcionando.
O parlamentar afirmou que o debate
não deve se limitar à presença ou não de vigilantes armados, mas à necessidade
de profissionais capacitados e preparados para atuar na proteção das escolas
durante esse período até a implantação da tecnologia. Ele questionou qual a
garantia do município de que as escolas estarão seguras até que o aparato
tecnológico esteja implantado, apontando que é necessário para garantir a
segurança nas escolas.
A vereadora Silmara Miguel informou
que a Procuradoria da Criança e do Adolescente da Câmara encaminhará ao
gabinete do prefeito e à Secretaria Municipal de Educação uma série de
questionamentos, análises e recomendações relacionadas à segurança escolar.
Segundo ela, uma das principais preocupações levantadas pela comunidade é a
garantia de que não haverá redução da proteção nas escolas com a implantação do
novo modelo de segurança.
A parlamentar destacou que o período
após o encerramento do contrato atual, previsto para 26 de junho, gera dúvidas
entre pais e responsáveis, especialmente sobre quais medidas serão adotadas
para assegurar a proteção dos alunos. Também questionou como será monitorada a
efetividade do novo sistema. Silmara ressaltou que a Procuradoria elaborou 11
questionamentos e sete recomendações para que a Prefeitura esclareça os
próximos passos e garanta transparência no processo.
Encaminhamentos
A presidente Cristiane Loureiro
afirmou que a Comissão de Segurança Escolar pretende se reunir, amanhã, com o
prefeito para apresentar sugestões e buscar soluções relacionadas à transição
do modelo de segurança nas escolas. Segundo ela, a principal preocupação da
comunidade escolar é o período após o encerramento da vigilância armada, com a
colocação de porteiros, e antes da implantação completa das novas tecnologias
de monitoramento, o que tem gerado insegurança na comunidade escolar.
Cristiane destacou que a comissão
pretende discutir a possibilidade de ampliar os prazos estabelecidos pelo
município para essa transição, garantindo mais tempo para avaliar medidas e
oferecer respostas à população. Também ressaltou como avanço a integração da
Central de Operações da Prefeitura com a Polícia Militar, permitindo que as
imagens de monitoramento sejam compartilhadas entre os órgãos.
Por fim, informou que a comissão
iniciará visitas às escolas e aos CEIs para identificar vulnerabilidades, como
problemas estruturais e de acesso, contribuindo para o fortalecimento da
segurança nas unidades de ensino.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Rogério Pires| Imprensa CMB
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