Comissão do Sistema Pronto recebe secretário de Saúde para esclarecimentos sobre funcionamento do sistema
A Comissão Legislativa Temporária Especial para discussão e acompanhamento do Sistema Pronto da área da saúde de Blumenau realizou, na manhã desta terça-feira (16), uma reunião com a presença do secretário municipal de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, para prestar esclarecimentos sobre o funcionamento da plataforma utilizada na gestão da saúde pública. O gestor do contrato do sistema do Pronto na Secretaria de Saúde, Gabriel Primo, também participou do encontro.
Eles aproveitaram para
fazer uma apresentação do sistema, as ferramentas com relação ao atendimento,
os agendamentos online, o sistema Pronto no enfrentamento da pandemia e os
registros que são feitos dentro dele, além dos relatórios de gestão que o
sistema fornece e auxilia na tomada de decisão dentro da gestão da saúde de
Blumenau. Também se explicou como funcionam as reposições de materiais dentro
das Secretaria de Educação e Assistência Social. Além disso, se fez um
comparativo entre o contrato atual com a Furb e o anterior.
Também participou das
discussões o médico geriatra e sanitarista Mário Kato, que contribuiu na
reunião com avaliações e sugestões relacionadas à gestão da saúde pública e ao
funcionamento do sistema.
A comissão é presidida
pelo vereador Bruno Win (NOVO), tendo como vice-presidente o vereador Professor
Gilson de Souza (União Brasil) e como relator o vereador João Valle Neto (PP). A convocação ocorreu após a
comissão apontar, em reunião realizada no mês passado, possíveis deficiências
na integração dos sistemas utilizados pela Prefeitura e questionar a eficiência
do Sistema Pronto.
Abrangência do
Sistema Pronto
O secretário de Saúde
explicou que as críticas ao aplicativo de agendamento de consultas são
compreensíveis, mas destacou que ele representa apenas uma pequena parte do
sistema Pronto. Explicou que o sistema Pronto é muito mais amplo e complexo,
abrangendo prontuário eletrônico integrado, gestão dos atendimentos e das ações
da Secretaria Municipal de Saúde em todas as suas especialidades.
Ele ressaltou ainda que esse sistema
está implantado em Blumenau há mais de uma década, permitindo o acompanhamento
histórico dos pacientes e dos serviços prestados. De acordo com o secretário,
trata-se de uma estrutura robusta e diferenciada, já que muitas Prefeituras
optam por contratar sistemas privados disponíveis no mercado, enquanto Blumenau
desenvolveu e mantém sua própria plataforma de gestão da saúde. Apontou que a
discussão tem se dado em torno do aplicativo, esclarecendo que o aplicativo
representa apenas uma parte do sistema.
Explicações sobre contrato e metas de 2025
Lanzarin também abordou a questão do
contrato relacionado ao sistema de gestão da saúde, destacando que a
administração municipal tem interesse em acompanhar sua execução e ampliar os
investimentos para o desenvolvimento e a manutenção do sistema. Explicou que os
valores previstos representam uma previsão orçamentária e que o intuito do
poder público é investir e trazer novas funcionalidades para o sistema, como,
por exemplo, a utilização de inteligência artificial e incorporar o sistema de
regulação do Ministério da Saúde, que hoje é utilizado comitantemente, entre
outras funcionalidades.
Em relação às metas que não foram
atingidas ao longo de 2025, o secretário disse que não estava à frente da
pasta, mas esclareceu que em determinado momento o Executivo municipal parou
com as ações do sistema e tinha a intenção de buscar um outro sistema que fosse
na iniciativa privada para substituir o Pronto. Ele assinalou que, após essa
busca e do relato de uma empresa privada, a gestão percebeu a importância da
ferramenta e do que ela entrega para o processo de gestão de saúde pública
tanto para a secretaria, como para os profissionais que utilizam a ferramenta.
Na apresentação do gestor do contrato
do sistema do Pronto, Gabriel Primo, explicou que, até outubro do ano passado,
o município não possuía uma empresa e um contrato para o desenvolvimento do
Sistema Pronto, apenas um contrato de sustentação responsável por manter a
plataforma em funcionamento e evitar falhas. Durante o período de transição de
governo, foram realizados estudos e comparações com sistemas privados
utilizados por outros municípios para avaliar possíveis alternativas e com
outras empresas.
Segundo ele, a análise demonstrou que
o Sistema Pronto oferece funcionalidades semelhantes às melhores soluções
disponíveis no mercado, mas com um custo significativamente menor. Diante desse
cenário, a gestão concluiu que a plataforma municipal apresenta uma relação
custo-benefício bastante vantajosa.
Utilização por outras secretarias
Outro ponto trazido pelo secretário
foi de que o Pronto foi desenvolvido para ser um sistema da saúde, mas que as
Secretarias de Educação e Assistência Social entenderam a necessidade do
desenvolvimento de um sistema que atendesse também às suas demandas do dia a
dia e, por isso, solicitaram que pudessem fazer parte do contrato de
desenvolvimento de gestão do Pronto, e por isso, saindo de um valor de cerca de
R$ 1,2 milhão para uma previsão de quase R$ 4 milhões. Ressaltou que isso não
significa que o Pronto vai perder seu foco que é voltado para a gestão de
saúde. São sistemas que vão trabalhar em conjunto, mas cada um com suas
especificidades.
O secretário destacou que um dos
diferenciais do Sistema Pronto é o controle inteligente de estoque,
funcionalidade que passou a ser utilizada também pela Secretaria de Educação.
Segundo ele, o sistema analisa o consumo real de materiais e o estoque
disponível em cada unidade antes de gerar novos pedidos, substituindo a prática
anterior de solicitações padronizadas feitas mês a mês.
De acordo com ele, a adoção desse
modelo resultou em uma redução significativa no consumo de materiais, tanto na
Saúde quanto na Educação, sem comprometer o abastecimento das unidades. Ele
ressaltou que a economia obtida não significa falta de materiais, mas sim um
controle mais eficiente dos recursos, garantindo que sejam solicitados apenas
os itens efetivamente necessários.
Projeção de expansão regional
Lanzarin informou ainda que
apresentou o sistema Pronto aos secretários municipais de Saúde da região da
Associação de Municípios do Vale Europeu (AMVE) e que, por unanimidade, os 13
municípios decidiram substituir os seus sistemas pagos pela plataforma
desenvolvida em Blumenau. Com isso, a região deverá se tornar a primeira de
Santa Catarina a integrar seus municípios em um único sistema de gestão da
saúde pública.
Questionamentos dos vereadores e
outros problemas
Os vereadores relataram que as
principais reclamações recebidas dizem respeito à utilização da plataforma
tanto pelos servidores públicos quanto pela população. Segundo o vereador
Professor Gilson, muitos profissionais relatam dificuldades no uso do sistema,
possivelmente em razão de sua complexidade, o que acaba impactando a rotina de
trabalho.
Também falou da falta de um treinamento
dos profissionais da educação e de outros profissionais diante da sua
complexidade e de sua potencialidade. Foi questionada ainda se existe a
capacidade técnica da Furb, juntamente com a equipe de Saúde de gerir e fazer
os investimentos em relação ao sistema. A equipe da Secretaria respondeu aos
questionamentos e se colocou à disposição da comissão.
O médico sanitarista Mário Kato
destacou a luta por um sistema integrado do SUS nacionalmente, que permitiria o
acesso a informações importantes, como histórico de vacinas, doenças e
tratamentos, tornando o atendimento mais eficiente e seguro. Kato ressaltou que
Blumenau se antecipou a essa discussão ao desenvolver o Sistema Pronto,
tornando-se uma referência na área.
No entanto, defendeu que é preciso definir
qual será o futuro da plataforma, sendo como um papel comercial, sendo
disponibilizada para outros municípios, ou se servirá como base para um projeto
nacional de prontuário eletrônico do SUS, com apoio do Ministério da Saúde.
Ele também aproveitou para apresentar
alguns problemas operacionais relatados tanto por profissionais de saúde quanto
pela população, questões que têm surgido em conferências de saúde e no dia a
dia dos profissionais e dos usuários e que precisam ser consideradas para o
aprimoramento da ferramenta.
Por fim, o presidente Bruno Win
avaliou como positiva a reunião da comissão sobre o Sistema Pronto, destacando
a importância dos esclarecimentos prestados pela Secretaria de Saúde. Citou
relatos de usuários que, ao procurarem atendimento presencial nas unidades de
saúde, são orientados a retornar ao aplicativo, situação que, segundo o
secretário de Saúde, não corresponde à orientação oficial da Secretaria.
O vereador destacou ainda que o
secretário defendeu a relevância do Sistema Pronto para a gestão da saúde e
para o trabalho dos profissionais, mas ponderou que a população continua
enfrentando dificuldades com relação ao agendamento.
Próximos passos da comissão
A Comissão deve agendar reunião para aprofundar a análise técnica do sistema. Segundo o presidente, o objetivo é avaliar se o investimento previsto, que pode chegar a R$ 4 milhões, apresenta resultados compatíveis, especialmente diante da existência de alternativas gratuitas disponibilizadas pelo sistema do governo federal.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB
Comissão do Sistema Pronto recebe secretário de Saúde para esclarecimentos sobre funcionamento do sistema
A Comissão Legislativa Temporária Especial para discussão e acompanhamento do Sistema Pronto da área da saúde de Blumenau realizou, na manhã desta terça-feira (16), uma reunião com a presença do secretário municipal de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, para prestar esclarecimentos sobre o funcionamento da plataforma utilizada na gestão da saúde pública. O gestor do contrato do sistema do Pronto na Secretaria de Saúde, Gabriel Primo, também participou do encontro.
Eles aproveitaram para
fazer uma apresentação do sistema, as ferramentas com relação ao atendimento,
os agendamentos online, o sistema Pronto no enfrentamento da pandemia e os
registros que são feitos dentro dele, além dos relatórios de gestão que o
sistema fornece e auxilia na tomada de decisão dentro da gestão da saúde de
Blumenau. Também se explicou como funcionam as reposições de materiais dentro
das Secretaria de Educação e Assistência Social. Além disso, se fez um
comparativo entre o contrato atual com a Furb e o anterior.
Também participou das
discussões o médico geriatra e sanitarista Mário Kato, que contribuiu na
reunião com avaliações e sugestões relacionadas à gestão da saúde pública e ao
funcionamento do sistema.
A comissão é presidida
pelo vereador Bruno Win (NOVO), tendo como vice-presidente o vereador Professor
Gilson de Souza (União Brasil) e como relator o vereador João Valle Neto (PP). A convocação ocorreu após a
comissão apontar, em reunião realizada no mês passado, possíveis deficiências
na integração dos sistemas utilizados pela Prefeitura e questionar a eficiência
do Sistema Pronto.
Abrangência do
Sistema Pronto
O secretário de Saúde
explicou que as críticas ao aplicativo de agendamento de consultas são
compreensíveis, mas destacou que ele representa apenas uma pequena parte do
sistema Pronto. Explicou que o sistema Pronto é muito mais amplo e complexo,
abrangendo prontuário eletrônico integrado, gestão dos atendimentos e das ações
da Secretaria Municipal de Saúde em todas as suas especialidades.
Ele ressaltou ainda que esse sistema
está implantado em Blumenau há mais de uma década, permitindo o acompanhamento
histórico dos pacientes e dos serviços prestados. De acordo com o secretário,
trata-se de uma estrutura robusta e diferenciada, já que muitas Prefeituras
optam por contratar sistemas privados disponíveis no mercado, enquanto Blumenau
desenvolveu e mantém sua própria plataforma de gestão da saúde. Apontou que a
discussão tem se dado em torno do aplicativo, esclarecendo que o aplicativo
representa apenas uma parte do sistema.
Explicações sobre contrato e metas de 2025
Lanzarin também abordou a questão do
contrato relacionado ao sistema de gestão da saúde, destacando que a
administração municipal tem interesse em acompanhar sua execução e ampliar os
investimentos para o desenvolvimento e a manutenção do sistema. Explicou que os
valores previstos representam uma previsão orçamentária e que o intuito do
poder público é investir e trazer novas funcionalidades para o sistema, como,
por exemplo, a utilização de inteligência artificial e incorporar o sistema de
regulação do Ministério da Saúde, que hoje é utilizado comitantemente, entre
outras funcionalidades.
Em relação às metas que não foram
atingidas ao longo de 2025, o secretário disse que não estava à frente da
pasta, mas esclareceu que em determinado momento o Executivo municipal parou
com as ações do sistema e tinha a intenção de buscar um outro sistema que fosse
na iniciativa privada para substituir o Pronto. Ele assinalou que, após essa
busca e do relato de uma empresa privada, a gestão percebeu a importância da
ferramenta e do que ela entrega para o processo de gestão de saúde pública
tanto para a secretaria, como para os profissionais que utilizam a ferramenta.
Na apresentação do gestor do contrato
do sistema do Pronto, Gabriel Primo, explicou que, até outubro do ano passado,
o município não possuía uma empresa e um contrato para o desenvolvimento do
Sistema Pronto, apenas um contrato de sustentação responsável por manter a
plataforma em funcionamento e evitar falhas. Durante o período de transição de
governo, foram realizados estudos e comparações com sistemas privados
utilizados por outros municípios para avaliar possíveis alternativas e com
outras empresas.
Segundo ele, a análise demonstrou que
o Sistema Pronto oferece funcionalidades semelhantes às melhores soluções
disponíveis no mercado, mas com um custo significativamente menor. Diante desse
cenário, a gestão concluiu que a plataforma municipal apresenta uma relação
custo-benefício bastante vantajosa.
Utilização por outras secretarias
Outro ponto trazido pelo secretário
foi de que o Pronto foi desenvolvido para ser um sistema da saúde, mas que as
Secretarias de Educação e Assistência Social entenderam a necessidade do
desenvolvimento de um sistema que atendesse também às suas demandas do dia a
dia e, por isso, solicitaram que pudessem fazer parte do contrato de
desenvolvimento de gestão do Pronto, e por isso, saindo de um valor de cerca de
R$ 1,2 milhão para uma previsão de quase R$ 4 milhões. Ressaltou que isso não
significa que o Pronto vai perder seu foco que é voltado para a gestão de
saúde. São sistemas que vão trabalhar em conjunto, mas cada um com suas
especificidades.
O secretário destacou que um dos
diferenciais do Sistema Pronto é o controle inteligente de estoque,
funcionalidade que passou a ser utilizada também pela Secretaria de Educação.
Segundo ele, o sistema analisa o consumo real de materiais e o estoque
disponível em cada unidade antes de gerar novos pedidos, substituindo a prática
anterior de solicitações padronizadas feitas mês a mês.
De acordo com ele, a adoção desse
modelo resultou em uma redução significativa no consumo de materiais, tanto na
Saúde quanto na Educação, sem comprometer o abastecimento das unidades. Ele
ressaltou que a economia obtida não significa falta de materiais, mas sim um
controle mais eficiente dos recursos, garantindo que sejam solicitados apenas
os itens efetivamente necessários.
Projeção de expansão regional
Lanzarin informou ainda que
apresentou o sistema Pronto aos secretários municipais de Saúde da região da
Associação de Municípios do Vale Europeu (AMVE) e que, por unanimidade, os 13
municípios decidiram substituir os seus sistemas pagos pela plataforma
desenvolvida em Blumenau. Com isso, a região deverá se tornar a primeira de
Santa Catarina a integrar seus municípios em um único sistema de gestão da
saúde pública.
Questionamentos dos vereadores e
outros problemas
Os vereadores relataram que as
principais reclamações recebidas dizem respeito à utilização da plataforma
tanto pelos servidores públicos quanto pela população. Segundo o vereador
Professor Gilson, muitos profissionais relatam dificuldades no uso do sistema,
possivelmente em razão de sua complexidade, o que acaba impactando a rotina de
trabalho.
Também falou da falta de um treinamento
dos profissionais da educação e de outros profissionais diante da sua
complexidade e de sua potencialidade. Foi questionada ainda se existe a
capacidade técnica da Furb, juntamente com a equipe de Saúde de gerir e fazer
os investimentos em relação ao sistema. A equipe da Secretaria respondeu aos
questionamentos e se colocou à disposição da comissão.
O médico sanitarista Mário Kato
destacou a luta por um sistema integrado do SUS nacionalmente, que permitiria o
acesso a informações importantes, como histórico de vacinas, doenças e
tratamentos, tornando o atendimento mais eficiente e seguro. Kato ressaltou que
Blumenau se antecipou a essa discussão ao desenvolver o Sistema Pronto,
tornando-se uma referência na área.
No entanto, defendeu que é preciso definir
qual será o futuro da plataforma, sendo como um papel comercial, sendo
disponibilizada para outros municípios, ou se servirá como base para um projeto
nacional de prontuário eletrônico do SUS, com apoio do Ministério da Saúde.
Ele também aproveitou para apresentar
alguns problemas operacionais relatados tanto por profissionais de saúde quanto
pela população, questões que têm surgido em conferências de saúde e no dia a
dia dos profissionais e dos usuários e que precisam ser consideradas para o
aprimoramento da ferramenta.
Por fim, o presidente Bruno Win
avaliou como positiva a reunião da comissão sobre o Sistema Pronto, destacando
a importância dos esclarecimentos prestados pela Secretaria de Saúde. Citou
relatos de usuários que, ao procurarem atendimento presencial nas unidades de
saúde, são orientados a retornar ao aplicativo, situação que, segundo o
secretário de Saúde, não corresponde à orientação oficial da Secretaria.
O vereador destacou ainda que o
secretário defendeu a relevância do Sistema Pronto para a gestão da saúde e
para o trabalho dos profissionais, mas ponderou que a população continua
enfrentando dificuldades com relação ao agendamento.
Próximos passos da comissão
A Comissão deve agendar reunião para aprofundar a análise técnica do sistema. Segundo o presidente, o objetivo é avaliar se o investimento previsto, que pode chegar a R$ 4 milhões, apresenta resultados compatíveis, especialmente diante da existência de alternativas gratuitas disponibilizadas pelo sistema do governo federal.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB
