Frente Parlamentar debate regulamentação do limpa-fossa em reunião com o Samae

Frente Parlamentar debate regulamentação do limpa-fossa em reunião com o Samae

18 DE Junho DE 2026
  • 2026
  • Frentes Parlamentares

  • A Frente Parlamentar em Defesa da Infraestrutura e Saneamento Básico da Câmara Municipal de Blumenau realizou, na manhã desta quinta-feira (18), uma reunião com o novo diretor-presidente do Samae, Alexandre Palermo, o ex-presidente da autarquia, Alexandre de Vargas, além de servidores da pasta, e do representante da AMPE, Sérgio Pintarelli.

    O objetivo do foi prestar esclarecimentos aos vereadores sobre as alterações promovidas pelo Decreto Municipal nº 16.996/2026, que atualiza dispositivos do Regulamento dos Serviços Prestados pelo Samae e pela concessionária responsável pelos serviços de saneamento no município. Os dirigentes e corpo técnico do Samae também responderam aos questionamentos e tiraram dúvidas dos parlamentares.

    Estiveram presentes o presidente da frente parlamentar, vereador Bruno Win (NOVO), o relator Flávio Linhares – Flavinho (PL), além de Diego Nasato (NOVO) como convidado.

    Decreto municipal para regulamentação do limpa-fossa

    Vargas iniciou explicando que Blumenau não possuía uma regulamentação específica que previa a coleta e transporte de esgoto sanitário por meio de caminhões limpa-fossa, apesar de essa modalidade já estar prevista no Marco Legal do Saneamento, sendo uma legislação federal de abrangência nacional desde 2020. Segundo ele, a necessidade de regulamentação pelo poder público surgiu após o alerta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Esgoto) no ano passado e do relatório da OAB, que apontavam a ausência de uma norma local para regular o serviço.

    Diante disso, foi elaborada uma norma técnica pela gestão, que depois se transformou em decreto, para regulamentar a atividade. Apontou que o documento foi discutido com a concessionária, foi apresentado ao Conselho Municipal de Saneamento, levado ao conhecimento do Ministério Público e, posteriormente, encaminhado para sanção do prefeito, formalizando a regulamentação do serviço no município.

    O ex-diretor do Samae explicou ainda que a norma é extensa e técnica prevendo como deve ser realizado este serviço. Entre os pontos que ela abrange estão a forma como o caminhão deve realizar a coleta, como o operador deve proceder nesse serviço, as dimensões técnicas da ABNT das fossas-filtro de cada residência, entre outros pontos.

    Vargas afirmou ainda que isso não quer dizer que o serviço será implantado de imediato no município. Disse ainda que vai passar por critérios técnicos e analisar de casa em casa a viabilidade de instalar uma rede coletora de esgoto ou não. Ele reafirmou que agora Blumenau saiu do vácuo normativo que estava há seis anos passando a ter uma norma que regula a prestação desse serviço.

    O vereador Diego Nasato questionou se a cobertura por caminhões limpa-fossa estará prevista no novo Plano Municipal de Saneamento, questionou quando este novo plano vai vir para a Câmara Municipal, para que os vereadores possam analisar, debater e eventualmente propor alterações que atendam aos interesses da população. Também questionou se haverá garantia de que esse plano contemplará a implantação da rede em locais onde existam viabilidade técnica e econômica. Disse que entende que existem locais onde será necessário o serviço de limpa-fossa, mas apontou que não seja uma solução usada em larga escala no município.

    Vargas informou que o Plano Nacional de Saneamento determina que estados e municípios mantenham planos próprios de saneamento básico, com revisão periódica a cada 10 anos. Em Blumenau, o novo Plano Municipal de Saneamento deverá estar vigente a partir de julho de 2027. Disse que o Samae já está contratando uma empresa para realizar sua atualização, considerando o crescimento populacional e as novas demandas da cidade.

    Segundo ele, o plano definirá tecnicamente a expansão dos serviços de saneamento, incluindo a implantação de redes coletoras e a utilização de sistemas como o caminhão limpa-fossa, de acordo com as necessidades de cada região. Destacou ainda que o processo contará com audiências públicas, participação da comunidade, do Conselho Municipal de Saneamento e do Poder Legislativo, antes de ser encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores. O custeio para elaboração do plano será através do Fundo Municipal do Saneamento.

    Durante a reunião foi explicado que existe um grupo técnico formado por engenheiros do Samae, da Agência Intermunicipal de Regulação e da BRK na discussão da nova Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) e da Revisão Tarifária Ordinária (RTO) que está em curso e que está se fazendo apontamentos e estabelecendo critérios técnicos para determinar quais áreas serão atendidas por rede coletora e quais dependerão da coleta por caminhões.

    Foi informado que durante essas reuniões foi elaborado um mapa de adensamento urbano da cidade e que, inicialmente, foi adotado o critério de distância de até 8,2 metros da tubulação para viabilizar a ligação à rede de esgoto e acima deste valor seria por caminhão limpa-fossa.

    Mas foi apontado durante a reunião que isso ainda está sendo discutido e o técnico do Samae presente explicou que as localidades que ainda não atendem aos critérios estabelecidos neste primeiro momento poderão ser incluídas futuramente à medida que houver o adensamento necessário. Caso atinjam os requisitos necessários durante o período de definição da revisão tarifária (entre janeiro e abril), essas áreas poderão passar a integrar o cronograma de obras para implantação da rede de esgotamento sanitário.

    Outros pontos trazidos pelos parlamentares foram que a possibilidade de atender novas áreas conforme o adensamento aumente precisa estar expressamente prevista no Plano Municipal de Saneamento e no processo de revisão tarifária para que seja algo formalizado.

    Também foi sugerido durante a reunião que o Samae estabeleça "gatilhos de investimento” baseados no adensamento populacional, com monitoramento contínuo do número de unidades consumidoras em determinadas ruas e avenidas. Quando uma área atingir o nível de ocupação previamente definido, automaticamente surge a necessidade de investimentos para implantação da rede de esgotamento sanitário. Para esses investimentos surgiria a necessidade de busca de financiamentos e também a contrapartida do município.

    Outros pontos levantados na reunião foram a questão de contrato, questões relacionadas ao tratamento de fossas, a falta de aplicação da redução tarifária, qual a condição real da rede no troca PAC-Funasa entre outros. Por fim, ainda foi falado sobre a mudança na gestão do Samae recentemente, com a troca de presidentes, apresentação do novo diretor-presidente da autarquia, Alexandre Palermo, e os desafios e planejamento para o futuro da autarquia.

    Bruno Win, presidente da frente parlamentar, avaliou que foram trazidas informações importantes no encontro. Explicou que houve um ruído na comunicação sobre o decreto que regulamenta o uso de caminhões limpa-fossa. Segundo ele, parte da imprensa apresentou o tema como uma novidade imediata, dando a entender que o serviço começaria de forma instantânea, quando na verdade a discussão vem sendo construída desde o ano passado, inclusive a partir de apontamentos da CPI e de questionamentos da OAB sobre a necessidade de regulamentação.

    Bruno destacou que o assunto já foi debatido no Conselho Municipal de Saneamento e que o decreto tem apenas a função de regulamentar uma possibilidade que já vinha sendo estudada. Ele afirmou que é inevitável que, em algum nível, haja atendimento por caminhões limpa-fossa, pois não será possível levar rede de esgoto para toda a cidade.

    O vereador ressaltou que nenhuma mudança ocorrerá de forma imediata. A definição sobre quais áreas poderão ser atendidas por esse modelo ainda está sendo discutida por órgãos técnicos, como a Agência Intermunicipal de Regulação (AGIR), a BRK, o Samae e o Conselho Municipal de Saneamento. Segundo ele, o objetivo é estabelecer critérios técnicos e definir exatamente quais ruas e bacias poderão receber esse tipo de modelo, com previsão de conclusão das discussões apenas no fim deste ano ou ao longo do próximo ano.

    Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB

    Veja também

    Vídeo na íntegra da reunião

    Galeria de fotos da reunião




    Frente Parlamentar debate regulamentação do limpa-fossa em reunião com o Samae

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    18 DE Junho DE 2026
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  • Frentes Parlamentares
  • A Frente Parlamentar em Defesa da Infraestrutura e Saneamento Básico da Câmara Municipal de Blumenau realizou, na manhã desta quinta-feira (18), uma reunião com o novo diretor-presidente do Samae, Alexandre Palermo, o ex-presidente da autarquia, Alexandre de Vargas, além de servidores da pasta, e do representante da AMPE, Sérgio Pintarelli.

    O objetivo do foi prestar esclarecimentos aos vereadores sobre as alterações promovidas pelo Decreto Municipal nº 16.996/2026, que atualiza dispositivos do Regulamento dos Serviços Prestados pelo Samae e pela concessionária responsável pelos serviços de saneamento no município. Os dirigentes e corpo técnico do Samae também responderam aos questionamentos e tiraram dúvidas dos parlamentares.

    Estiveram presentes o presidente da frente parlamentar, vereador Bruno Win (NOVO), o relator Flávio Linhares – Flavinho (PL), além de Diego Nasato (NOVO) como convidado.

    Decreto municipal para regulamentação do limpa-fossa

    Vargas iniciou explicando que Blumenau não possuía uma regulamentação específica que previa a coleta e transporte de esgoto sanitário por meio de caminhões limpa-fossa, apesar de essa modalidade já estar prevista no Marco Legal do Saneamento, sendo uma legislação federal de abrangência nacional desde 2020. Segundo ele, a necessidade de regulamentação pelo poder público surgiu após o alerta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Esgoto) no ano passado e do relatório da OAB, que apontavam a ausência de uma norma local para regular o serviço.

    Diante disso, foi elaborada uma norma técnica pela gestão, que depois se transformou em decreto, para regulamentar a atividade. Apontou que o documento foi discutido com a concessionária, foi apresentado ao Conselho Municipal de Saneamento, levado ao conhecimento do Ministério Público e, posteriormente, encaminhado para sanção do prefeito, formalizando a regulamentação do serviço no município.

    O ex-diretor do Samae explicou ainda que a norma é extensa e técnica prevendo como deve ser realizado este serviço. Entre os pontos que ela abrange estão a forma como o caminhão deve realizar a coleta, como o operador deve proceder nesse serviço, as dimensões técnicas da ABNT das fossas-filtro de cada residência, entre outros pontos.

    Vargas afirmou ainda que isso não quer dizer que o serviço será implantado de imediato no município. Disse ainda que vai passar por critérios técnicos e analisar de casa em casa a viabilidade de instalar uma rede coletora de esgoto ou não. Ele reafirmou que agora Blumenau saiu do vácuo normativo que estava há seis anos passando a ter uma norma que regula a prestação desse serviço.

    O vereador Diego Nasato questionou se a cobertura por caminhões limpa-fossa estará prevista no novo Plano Municipal de Saneamento, questionou quando este novo plano vai vir para a Câmara Municipal, para que os vereadores possam analisar, debater e eventualmente propor alterações que atendam aos interesses da população. Também questionou se haverá garantia de que esse plano contemplará a implantação da rede em locais onde existam viabilidade técnica e econômica. Disse que entende que existem locais onde será necessário o serviço de limpa-fossa, mas apontou que não seja uma solução usada em larga escala no município.

    Vargas informou que o Plano Nacional de Saneamento determina que estados e municípios mantenham planos próprios de saneamento básico, com revisão periódica a cada 10 anos. Em Blumenau, o novo Plano Municipal de Saneamento deverá estar vigente a partir de julho de 2027. Disse que o Samae já está contratando uma empresa para realizar sua atualização, considerando o crescimento populacional e as novas demandas da cidade.

    Segundo ele, o plano definirá tecnicamente a expansão dos serviços de saneamento, incluindo a implantação de redes coletoras e a utilização de sistemas como o caminhão limpa-fossa, de acordo com as necessidades de cada região. Destacou ainda que o processo contará com audiências públicas, participação da comunidade, do Conselho Municipal de Saneamento e do Poder Legislativo, antes de ser encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores. O custeio para elaboração do plano será através do Fundo Municipal do Saneamento.

    Durante a reunião foi explicado que existe um grupo técnico formado por engenheiros do Samae, da Agência Intermunicipal de Regulação e da BRK na discussão da nova Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) e da Revisão Tarifária Ordinária (RTO) que está em curso e que está se fazendo apontamentos e estabelecendo critérios técnicos para determinar quais áreas serão atendidas por rede coletora e quais dependerão da coleta por caminhões.

    Foi informado que durante essas reuniões foi elaborado um mapa de adensamento urbano da cidade e que, inicialmente, foi adotado o critério de distância de até 8,2 metros da tubulação para viabilizar a ligação à rede de esgoto e acima deste valor seria por caminhão limpa-fossa.

    Mas foi apontado durante a reunião que isso ainda está sendo discutido e o técnico do Samae presente explicou que as localidades que ainda não atendem aos critérios estabelecidos neste primeiro momento poderão ser incluídas futuramente à medida que houver o adensamento necessário. Caso atinjam os requisitos necessários durante o período de definição da revisão tarifária (entre janeiro e abril), essas áreas poderão passar a integrar o cronograma de obras para implantação da rede de esgotamento sanitário.

    Outros pontos trazidos pelos parlamentares foram que a possibilidade de atender novas áreas conforme o adensamento aumente precisa estar expressamente prevista no Plano Municipal de Saneamento e no processo de revisão tarifária para que seja algo formalizado.

    Também foi sugerido durante a reunião que o Samae estabeleça "gatilhos de investimento” baseados no adensamento populacional, com monitoramento contínuo do número de unidades consumidoras em determinadas ruas e avenidas. Quando uma área atingir o nível de ocupação previamente definido, automaticamente surge a necessidade de investimentos para implantação da rede de esgotamento sanitário. Para esses investimentos surgiria a necessidade de busca de financiamentos e também a contrapartida do município.

    Outros pontos levantados na reunião foram a questão de contrato, questões relacionadas ao tratamento de fossas, a falta de aplicação da redução tarifária, qual a condição real da rede no troca PAC-Funasa entre outros. Por fim, ainda foi falado sobre a mudança na gestão do Samae recentemente, com a troca de presidentes, apresentação do novo diretor-presidente da autarquia, Alexandre Palermo, e os desafios e planejamento para o futuro da autarquia.

    Bruno Win, presidente da frente parlamentar, avaliou que foram trazidas informações importantes no encontro. Explicou que houve um ruído na comunicação sobre o decreto que regulamenta o uso de caminhões limpa-fossa. Segundo ele, parte da imprensa apresentou o tema como uma novidade imediata, dando a entender que o serviço começaria de forma instantânea, quando na verdade a discussão vem sendo construída desde o ano passado, inclusive a partir de apontamentos da CPI e de questionamentos da OAB sobre a necessidade de regulamentação.

    Bruno destacou que o assunto já foi debatido no Conselho Municipal de Saneamento e que o decreto tem apenas a função de regulamentar uma possibilidade que já vinha sendo estudada. Ele afirmou que é inevitável que, em algum nível, haja atendimento por caminhões limpa-fossa, pois não será possível levar rede de esgoto para toda a cidade.

    O vereador ressaltou que nenhuma mudança ocorrerá de forma imediata. A definição sobre quais áreas poderão ser atendidas por esse modelo ainda está sendo discutida por órgãos técnicos, como a Agência Intermunicipal de Regulação (AGIR), a BRK, o Samae e o Conselho Municipal de Saneamento. Segundo ele, o objetivo é estabelecer critérios técnicos e definir exatamente quais ruas e bacias poderão receber esse tipo de modelo, com previsão de conclusão das discussões apenas no fim deste ano ou ao longo do próximo ano.

    Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Fotos: Rogério Pires | Imprensa CMB

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