Ex-prefeito Dalto dos Reis coloca sua experiência política à disposição do Legislativo
O ex-prefeito de Blumenau Dalto dos Reis completa em setembro 76 anos. Depois de 33 anos sem ocupar nenhum outro cargo público decidiu voltar à arena política, aceitando o convite para ser chefe de Gabinete do vereador Carlos Wagner, o Alemão da Alumetal (PSL), estreante no Legislativo blumenauense.
Antes de aceitar o convite deixou claro ao parlamentar que não tinha experiência legislativa, que não fosse aquela adquirida pelo incessante diálogo e, por algumas vezes, pelos embates com os vereadores durante o seu governo, de 1983 a 1988. Também destacou sua vivência com a comunidade, numa época em que era bem mais fácil conversar diretamente com a população e se aproximar dela mais facilmente.
“Minha amizade de longa data com o Alemão fez com que eu aceitasse o convite, reforçando que tinha para contribuir com o mandato as experiências e aprendizados trazidos do Executivo e imbuído de muita humildade, disposto a ser um conselheiro”, diz ele, assinalando que está à disposição do Legislativo como um todo. Antes de ser prefeito da cidade, Dalto fez parte do secretariado de Lazinho, Félix Theiss e de Renato Vianna.
Uma gestão de muitos desafios
Ser prefeito de Blumenau era o sonho de vida de Dalto dos Reis. Quando estudante de Direito, na Furb, sempre esteve envolvido na militância estudantil, tendo em mente que tudo lhe serviria à frente para disputar a campanha política e se tornar prefeito. Depois de formado fez uma pós-graduação no Rio de Janeiro, em 1976, em administração pública municipal, também com o objetivo de se preparar para um dia assumir a Prefeitura da cidade, o que aconteceu em fevereiro de 1983.
Com tanto preparo e vontade, mesmo assim não ele fazia ideia dos desafios que o aguardavam como chefe do Executivo de uma das cidades mais prósperas de Santa Catarina. Quatro meses depois de tomar posse, Blumenau e todo o Estado sofreram a maior enchente da história. O rio Itajaí-Açu atingiu na cidade o nível de 15,34 metros e Blumenau permaneceu alagada por 32 dias.
No ano seguinte as chuvas voltam a castigar Santa Catarina e dessa vez o rio subiu 12 centímetros a mais em Blumenau, chegando a 15,46 metros em 7 de agosto. A cidade ficou alagada por 17 dias.
“Não tivemos tempo de dizer que a cidade estava reconstruída e soltar alguns fogos pela inauguração da Prainha, que íamos considerar o marco da reconstrução, porque faltando três dias para a tragédia completar um ano, Blumenau voltou a vivenciar outra enchente de maior proporção em termos de volume de água”, conta o ex-prefeito.
Dalto dos Reis é lembrado como o prefeito que enfrentou as grandes cheias e também pela criação da Oktoberfest. Sobre a festa ele adverte que não foi o “pai da criança”. O evento sequer estava em seu plano de Governo, mas durante a campanha teria ouvido muito a população, especialmente dos bairros da região Norte, em que a cultura alemã é ainda mais cultuada, que ansiava por uma festa similar à da Oktober de Munique, na Alemanha.
Ele conta que a festa estava programada para acontecer em 1983 e, quando decidiu não cancelá-la em 1984, recebeu muitas críticas de fora e de dentro do seu governo, já que a decisão se deu faltando apenas 42 dias do evento e a cidade ainda lamentava suas perdas e mortos outra vez em um ano. “Calculei que em duas semanas o espaço da Proeb estaria pronto e nos 30 dias seguintes daria tempo para dizer para Blumenau e para o Brasil de que a festa iria acontecer”.
E aconteceu. Mas foram algumas noites sem dormir. Seu receio era de que o blumenaunese não viria à festa. “Quando eu pude ver o mar de cabeças na noite de abertura tive a sensação de que a festa daria certo”, assinala. Lembra que defendeu a realização do evento, ainda naquele ano, porque depois de passar por tantas tragédias, a população precisava se distrair e a Oktoberfest seria um jeito de levantar o moral da população. “O blumenauense trabalhava de sol a sol, nunca tirava um tempo para se divertir. Diante de tanto massacre Blumenau precisava de algo para se alegrar e a Oktoberfest virou símbolo de divertimento. E o mérito é todo do blumenauense que fez a festa dar certo”.
Fórmula para governar
Dalto diz que a descentralização para amenizar a burocracia, bem como o contato permanente com a população moldaram o seu jeito de governar durante todo o mandato.
Conta que todas as quartas-feiras eram realizadas audiências públicas na prefeitura, com o secretariado, vereadores, a população e demais representantes da comunidade. O principal objetivo era dar agilidade à solução dos problemas e desejos demandados pelas pessoas ou seus representantes políticos. Destaca que costumava aconselhar os secretários dando a eles o direito de decidir e que apoiaria a decisão de cada um. “Eu dizia que cada secretariado era um prefeito em sua área e que caso houvesse uma decisão errada, era possível voltar atrás e fazer de outro jeito. A descentralização do processo decisório não emperra a máquina pública, tornando tudo mais célere”, enfatiza.
Conta que o seu governo passou a dialogar constantemente também com os servidores públicos, ampliando a comunicação com a comunidade em geral. Ressalta que hoje os 15 vereadores tem mais contato com a comunidade do que o prefeito e o secretariado juntos.
Dalto afirma que é com este espírito, imbuído de humildade e defensor do diálogo com todos, especialmente com a população, que pretende exercer a chefia de gabinete do vereador Alemão e também contribuir com o Legislativo como um todo. “Estou me dispondo a dar sugestões nos casos em que o vereador gostaria de uma segunda opinião. E venho com muita boa vontade para ajudar o vereador a fazer um profícuo mandato para o melhor para a cidade”.
O ex-prefeito assegura que a participação do vereador é essencial para uma boa gestão municipal e é importante que haja boa receptividade por parte do Executivo para aquilo que o vereador pleiteia, mesmo que em algumas vezes tais pedidos venham em forma de críticas. “O prefeito deve sempre buscar atender os vereadores, porque a conversação e o conhecimento que os vereadores tem da comunidade é fundamental para o trabalho do Executivo, que por sua vez deve ter o entendimento e a clareza de que está recebendo uma orientação para bem executar os serviços para a comunidade”.
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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Lucas Prudêncio | Imprensa CMB
Ex-prefeito Dalto dos Reis coloca sua experiência política à disposição do Legislativo
O ex-prefeito de Blumenau Dalto dos Reis completa em setembro 76 anos. Depois de 33 anos sem ocupar nenhum outro cargo público decidiu voltar à arena política, aceitando o convite para ser chefe de Gabinete do vereador Carlos Wagner, o Alemão da Alumetal (PSL), estreante no Legislativo blumenauense.
Antes de aceitar o convite deixou claro ao parlamentar que não tinha experiência legislativa, que não fosse aquela adquirida pelo incessante diálogo e, por algumas vezes, pelos embates com os vereadores durante o seu governo, de 1983 a 1988. Também destacou sua vivência com a comunidade, numa época em que era bem mais fácil conversar diretamente com a população e se aproximar dela mais facilmente.
“Minha amizade de longa data com o Alemão fez com que eu aceitasse o convite, reforçando que tinha para contribuir com o mandato as experiências e aprendizados trazidos do Executivo e imbuído de muita humildade, disposto a ser um conselheiro”, diz ele, assinalando que está à disposição do Legislativo como um todo. Antes de ser prefeito da cidade, Dalto fez parte do secretariado de Lazinho, Félix Theiss e de Renato Vianna.
Uma gestão de muitos desafios
Ser prefeito de Blumenau era o sonho de vida de Dalto dos Reis. Quando estudante de Direito, na Furb, sempre esteve envolvido na militância estudantil, tendo em mente que tudo lhe serviria à frente para disputar a campanha política e se tornar prefeito. Depois de formado fez uma pós-graduação no Rio de Janeiro, em 1976, em administração pública municipal, também com o objetivo de se preparar para um dia assumir a Prefeitura da cidade, o que aconteceu em fevereiro de 1983.
Com tanto preparo e vontade, mesmo assim não ele fazia ideia dos desafios que o aguardavam como chefe do Executivo de uma das cidades mais prósperas de Santa Catarina. Quatro meses depois de tomar posse, Blumenau e todo o Estado sofreram a maior enchente da história. O rio Itajaí-Açu atingiu na cidade o nível de 15,34 metros e Blumenau permaneceu alagada por 32 dias.
No ano seguinte as chuvas voltam a castigar Santa Catarina e dessa vez o rio subiu 12 centímetros a mais em Blumenau, chegando a 15,46 metros em 7 de agosto. A cidade ficou alagada por 17 dias.
“Não tivemos tempo de dizer que a cidade estava reconstruída e soltar alguns fogos pela inauguração da Prainha, que íamos considerar o marco da reconstrução, porque faltando três dias para a tragédia completar um ano, Blumenau voltou a vivenciar outra enchente de maior proporção em termos de volume de água”, conta o ex-prefeito.
Dalto dos Reis é lembrado como o prefeito que enfrentou as grandes cheias e também pela criação da Oktoberfest. Sobre a festa ele adverte que não foi o “pai da criança”. O evento sequer estava em seu plano de Governo, mas durante a campanha teria ouvido muito a população, especialmente dos bairros da região Norte, em que a cultura alemã é ainda mais cultuada, que ansiava por uma festa similar à da Oktober de Munique, na Alemanha.
Ele conta que a festa estava programada para acontecer em 1983 e, quando decidiu não cancelá-la em 1984, recebeu muitas críticas de fora e de dentro do seu governo, já que a decisão se deu faltando apenas 42 dias do evento e a cidade ainda lamentava suas perdas e mortos outra vez em um ano. “Calculei que em duas semanas o espaço da Proeb estaria pronto e nos 30 dias seguintes daria tempo para dizer para Blumenau e para o Brasil de que a festa iria acontecer”.
E aconteceu. Mas foram algumas noites sem dormir. Seu receio era de que o blumenaunese não viria à festa. “Quando eu pude ver o mar de cabeças na noite de abertura tive a sensação de que a festa daria certo”, assinala. Lembra que defendeu a realização do evento, ainda naquele ano, porque depois de passar por tantas tragédias, a população precisava se distrair e a Oktoberfest seria um jeito de levantar o moral da população. “O blumenauense trabalhava de sol a sol, nunca tirava um tempo para se divertir. Diante de tanto massacre Blumenau precisava de algo para se alegrar e a Oktoberfest virou símbolo de divertimento. E o mérito é todo do blumenauense que fez a festa dar certo”.
Fórmula para governar
Dalto diz que a descentralização para amenizar a burocracia, bem como o contato permanente com a população moldaram o seu jeito de governar durante todo o mandato.
Conta que todas as quartas-feiras eram realizadas audiências públicas na prefeitura, com o secretariado, vereadores, a população e demais representantes da comunidade. O principal objetivo era dar agilidade à solução dos problemas e desejos demandados pelas pessoas ou seus representantes políticos. Destaca que costumava aconselhar os secretários dando a eles o direito de decidir e que apoiaria a decisão de cada um. “Eu dizia que cada secretariado era um prefeito em sua área e que caso houvesse uma decisão errada, era possível voltar atrás e fazer de outro jeito. A descentralização do processo decisório não emperra a máquina pública, tornando tudo mais célere”, enfatiza.
Conta que o seu governo passou a dialogar constantemente também com os servidores públicos, ampliando a comunicação com a comunidade em geral. Ressalta que hoje os 15 vereadores tem mais contato com a comunidade do que o prefeito e o secretariado juntos.
Dalto afirma que é com este espírito, imbuído de humildade e defensor do diálogo com todos, especialmente com a população, que pretende exercer a chefia de gabinete do vereador Alemão e também contribuir com o Legislativo como um todo. “Estou me dispondo a dar sugestões nos casos em que o vereador gostaria de uma segunda opinião. E venho com muita boa vontade para ajudar o vereador a fazer um profícuo mandato para o melhor para a cidade”.
O ex-prefeito assegura que a participação do vereador é essencial para uma boa gestão municipal e é importante que haja boa receptividade por parte do Executivo para aquilo que o vereador pleiteia, mesmo que em algumas vezes tais pedidos venham em forma de críticas. “O prefeito deve sempre buscar atender os vereadores, porque a conversação e o conhecimento que os vereadores tem da comunidade é fundamental para o trabalho do Executivo, que por sua vez deve ter o entendimento e a clareza de que está recebendo uma orientação para bem executar os serviços para a comunidade”.
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Fonte: Assessoria de Imprensa CMB | Foto: Lucas Prudêncio | Imprensa CMB
